quinta-feira, 7 de junho de 2018

Mistério sempre há-de pintar por aí

Fotografia de Tobias Zils


Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu pra você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões
Todos iguais

Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível
Meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí

Não adianta nem me abandonar
Nem ficar tão apaixonada
Que nada, que não sabe nada
Que morre afogada por mim
Caetano Veloso


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