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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

700*

* Hoje no Jornal do Centro

1. No último dia deste querido mês de Agosto, um número redondo: este é o septingentésimo Olho de Gato.

Este Agosto teve um calor bravo nos primeiros dias mas, depois, lá amansou e ficou querido como todos os anos. Dava jeito uma chuvinha em cima das nossas vinhas e dos pinhais. Pinhais que, mais para o Outono, hão-de dar míscaros e sanchas e tortulhos e gasalhos e centieiros.

Os nossos queridos emigrantes já regressaram às terras onde fizeram vida, a nossa classe média mais manienta chama-os aveques, eles estão-se bem nas tintas, gozaram cá as merecidas férias, para o ano regressam, abençoados sejam.

Os apoios e os descontos de IRS anunciados pelo primeiro-ministro não são para eles, não são para as Lindas de Suza. António Costa só quer pôr o fisco a mimar os “mochilas-de-cartão”, licenciados e de smartphones cheios de apps, ...

Fotografia daqui
... que emigraram nos anos a seguir à bancarrota, esses e mais ninguém.

Esta “ideia” do governo vai contribuir tanto para o regresso de quadros qualificados como o cheque-bebé de Sócrates, há oito anos, contribuiu para o aumento da natalidade. Mas vai entreter o pagode.

2. Esta semana, o jornal Público alegrava-se em letras garrafais na primeira página: “Novas regras para matrículas acabaram com fraudes das moradas falsas”.

Agora só falta o parlamento aplicar as mesmas regras das matrículas dos alunos às casinhas dos senhores deputados.

3. Com o fim do querido mês de Agosto, vai-se a bonomia e o sossego. Chegam as contas dos cartões de crédito e as despesas do “regresso às aulas”.

Há que cair na real e enfrentar os problemas. Na política, está a chegar o tempo da única decisão verdadeiramente importante de 2018 — a designação do Procurador-Geral da República.

Como é consabido, António Costa e Rui Rio não querem a recondução de Joana Marques Vidal. Paciência. Vão ter que a gramar. Era só o que mais faltava regressarmos aos tempos em que tínhamos um arquivador-geral da república às ordens das cliques partidárias.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Mixórdias *

* Texto publicado no Jornal do Centro há exactamente dez anos, em 9 de Novembro de 2007


      
1. Aqui, nas páginas do Jornal do Centro, Paulo Bruno Alves está a publicar uma interessante série de artigos de análise ao primeiro jornal diocesano de Viseu, A Folha, que se publicou de 1901 a 1911. Os dois últimos artigos trataram da “história das farinhas”, assunto que serviu para turbar mais ainda os anos perturbados do final da monarquia.
     
Paulo Bruno Alves transcreveu de A Folha, Agosto de 1902: «(...) causou profunda impressão a descoberta quasi casual de que ha dois annos grande parte da farinha consumida no paiz era feita de serradura e barro!».
     
Naqueles tempos, a panificação estava a trabalhar com um produto consistente e com um retorno financeiro interessante. Ainda por cima, como explica o historiador Rui Ramos, «Lisboa [tinha], no princípio do Séc. XX, o pão de trigo mais caro da Europa, a 80 réis o quilograma, o dobro do preço de Londres.»

     
2. Duas cooperativas leiteiras de Minas Gerais foram apanhadas a adicionar soro ao leite e, para disfarçar o sabor e dar mais durabilidade e volume à mistura, acrescentavam ainda água oxigenada, açúcar, soda cáustica, citrato de sódio, ácido cítrico e água.


Daqui  
Uma pesquisa no Google, com a expressão “leite fraudado”, dá toda a história e o “rigor” químico da coisa.
      
O deputado do PMDB, Paulo Piau, no último dia de Outubro, em plena Câmara dos Deputados, bebeu do tal leite...

     
... e disse: «É um produto fraudado? É, mas até o fraudado tem a sua qualidade. Sou contra a fraude, mas sou a favor do que está aí, o leite possível.»
     
A Polícia Federal brasileira já meteu 27 dentro.
     
Quanto ao deputado Paulo Piau, que dizer? Deseja-se que os seus intestinos funcionem ainda melhor que a sua cabeça.

domingo, 1 de outubro de 2017

Ó S. Pedro, porquê tamanha judiação?

Daqui


Quando olhei a terra ardendo
Igual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
(...)
Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira






























quinta-feira, 13 de junho de 2013

Santo António dos Cabaços — a bênção dos rebanhos

Festa anual — a poucos quilómetros de Mangualde.

Tradição secular, integrada nos circuitos da transumância, em que em Junho os pastores vinham com os rebanhos da Serra da Estrela e se dirigiam para os pastos mais verdes do Montemuro.

Aqui, a fartura de água impunha uma "paragem técnica" agora transformada em celebração religiosa a Santo António dos Cabaços, no dia do santo, 13 de Junho.








Chocalho lindíssimo à venda por mil euros