Azuliante
Este poema é da Aldina Este poema começa com um homem de tronco nu à sua mesa de trabalho e hiante a esta hora em que de oriente a ocidente se acendem lâmpadas trémulas e bárbaras e ferozes e o mar é o teu nome a esta hora pétala a pétala em que subirei de avião para ir beijar-te os olhos e ver no meio do deserto o único o magnífico devorador de rosas a comer um pão enquanto do Oceano resta apenas o silêncio de uma lágrima caindo nos joelhos de uma criança Espera-me onde um nome há no Ar escrito com saliva azul com raiva azul como a urina violenta dos amantes com a sua flor azul à superfície onde crepita a morte Choverá muito eu sei choverá muito e não porei uma pedra branca sobre o assunto digo sobre o tremor de terra em que tu danças na tua roda de cigarros cada vez mais depressa cada vez mais depressa e lento o peixe de plumas de águia letra a letra dá a volta ao mundo dos teus olhos enquanto a dentadura cintilante pronuncia o grande uivo de oriente a ocidente Certas palavras muito ...
