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Fossa comum

  Fotografia de Eugene de Salignac Portugal, dia um de Maio de dois mil e oito. As nossas janelas têm vista para o Mediterrâneo. Os nossos turistas são ingleses. As nossas cozinheiras angolanas. As nossas empregadas brasileiras. Os nossos pedreiros ucranianos. Os nossos comerciantes chineses e indianos. As nossas amantes baratas. As nossas putas romenas, disponíveis – agora, se faz favor. Os nossos sonhos transatlânticos. Os nossos hábitos light, soft, ecológicos, se possível. Os nossos medos hoje são negros. Os nossos dias contados. Trezentos e sessenta e um, trezentos e sessenta e dois, trezentos e sessenta e três, trezentos e sessenta e três, trezentos e sessenta e quatro, trezentos e sessenta e cinco, (agora podem dizer todos em coro) trezentos e sessenta e... Este ano é bissexto e um dia antes do fim, trezentos e sessenta e (em coro, mas mais alto desta vez)..., precisamente um dia antes, oitenta por cento da população do planeta usará apenas dezassete por cento das palavras c...

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