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Moradas II — António Franco Alexandre #6

estas são as minhas quintas, os meus rebanhos disfarçados de alcateia, as azinhagas que dão para o profundo anoitecer, aqui os armazéns, cheios de fértil escuridão, a grande colecção de colinas empacotadas e minúsculas nuvens que incham com a chuva dentro, e nenhum sino perturba este sossego, esta mistura que os corpos fazem e desfazem na paisagem, e ainda as serpentes caminham a quatro patas, sem perigo algum, e a boca beijada é quente de cordas e laços, e o grande rio descia para a terra, o meu amor alimentava-se de pedras e sopro, possivelmente, e os filhos nasciam aos molhes, um por um. por uma fina folha entro na superfície dos sonhos coloridos, os cães, açoitados, ladram aos pés do caçador, estes são os campos que ardem para quem tem dois olhos na cabeça, a mesa, o guardanapo sobre o prato, o certo limite. António Franco Alexandre

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