é no meu corpo que morreste — António Franco Alexandre #3
é no meu corpo que morreste. agora temos o tempo todo ao nosso lado, como um lodo onde dormitam as conhecidas maneiras. algumas nuvens se aproximam, e depois se afastam, numa duvidosa manifestação de imperícia; os animais falantes atravessam corredores iluminados, embarcam na sossegada lembrança dos sonetos, o leve sono que pesou no dia. é no meu corpo que morreste, agora. António Franco Alexandre

