Max Weber*
* Texto publicado no Jornal do Centro há exactamente dez anos, em 15 de Abril de 2016 Fotografia daqui 1. Diogo Lacerda Machado, o padrinho de casamento de António Costa , tem estado a dirigir à borla negociações sensíveis entre o estado e privados, na condição de “amigo” do PM. O nosso chefe do governo não esteve para “papeladas” e socorreu-se da boa vontade do “seu melhor amigo”. Ora, como nos ensinou o sociólogo Max Weber, o formalismo é condição de liberdade e o funcionamento do estado deve obedecer a uma “ordem impessoal”, sendo este imperativo também “válido para o detentor legal do poder que não é «funcionário», por exemplo, um presidente eleito”. Ou, por analogia, um primeiro-ministro. Como este caso peculiar caiu mal, António Costa, embora contrariado e a clamar contra o “estragar de dinheiro”, lá acabou por fazer esta semana um contrato com Diogo Lacerda Machado. Há aqui uma ironia: contra o seu costume, o chefe da “geringonça” queria ser austeritário e...


