Crónica muito especulativa sobre a ultradireita portuguesa e europeia*
* Hoje no Jornal do Centro aqui 1. Como se sabe, António Costa ajudou o Chega a crescer. O seu primeiro gesto nesse sentido de que dei conta foi em Gaia, no dia 16 de Fevereiro de 2019, fez esta semana sete anos. O então primeiro-ministro chegou-se à frente dos microfones e, completamente a despropósito, nomeou o Chega, um partido microscópico que, naquela altura, estava completamente fora dos radares tanto dos media como das sondagens. Costa imaginou que havia ali potencial para enfraquecer o PSD. Meses depois, nas legislativas de 6 de Outubro, André Ventura foi mesmo eleito. A seguir, a esquerda identitária, os jornalistas e os opinadores passaram a salivar, como cãezinhos de Pavlov, com todo e qualquer dislate protagonizado pelo novo deputado. Este agradeceu. Aquele coro a chamá-lo “fachista” ajudou-o muito a exponenciar o engajamento nas redes sociais e as audiências nos media. Ventura passou a ter um lugar residente nas televisões e, com o seu inegável talento político, prot...

