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Papel higiénico*

* Texto publicado  no Jornal do Centro   há exactamente dez anos, em 17 de Junho de 2016 1. Eis duas anedotas que circulavam nos regimes comunistas antes da queda do Muro de Berlim, lembradas por Slavoj Žižek no seu livro “O Ano Em Que Sonhámos Perigosamente”: (i) Um trabalhador da Alemanha do Leste arranjou emprego na Sibéria e, como sabia que todas as suas cartas iam ser lidas pela censura, combinou com os amigos o seguinte: em carta a azul, tudo verdade; em carta a vermelho, tudo mentira. Passado um mês, os amigos receberam uma carta com a inconfundível letra do emigrado escrita a azul: «Tudo é bom aqui, as casas são grandes e aquecidas, há muita comida, as lojas estão bem abastecidas, os cinemas passam muitos filmes ocidentais, as mulheres são lindas e gostam de namorar — a única coisa que cá falta é tinta vermelha.» (ii) Na Polónia, um cliente chega a uma loja e pergunta: «Você não deve ter manteiga, pois não?» Resposta da empregada: «Desculpe, a loja do lado de ...

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1989*

Auto de fé

Cante a guerra quem for arrenegado

General Review of the Sex Situation

Cultura e barbárie, música e religião*

Cedo ou tarde