Os canceladores do Estado Novo*
* Hoje no Jornal do Centro Armando Ferreira (Ephemera), Marco Almeida (presidente da câmara de Mangualde), Anabela Silveira (Ephemera) , José Fernandes Carrilho Gomes (Ephemera) // Fotografia Olho de Gato Abriu esta semana, na Biblioteca Municipal de Mangualde, a exposição “Este livro de reles estofo” — A censura à literatura durante o Estado Novo , organizada pelo Arquivo Ephemera, com dezenas de relatórios da Censura a proibirem livros ou a autorizarem-nos (com ou sem cortes). São documentos preciosos: evidências do afã administrativo do controlo editorial durante o salazarismo e o marcelismo — os livros que o povo podia ler, os que o povo não podia ler, tudo carimbado, rubricado e deixado à consideração superior. Algumas notas: — ao contrário do que acontecia com os jornais, não havia censura prévia de livros; estes só eram avaliados depois de postos à venda, circunstância que, como é visível em vários despachos, irritava os burocratas; — aqueles funcionários ...

