Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Apresentados

Pregões e declarações

Era antes da Internet: um recanto do Blitz onde se expunham ou partilhavam (des)prazeres, um improvisado conjunto de referências que nos pudesse aproximar de alguém, nem que fosse de nós próprios. Estávamos, como sempre, demasiado sós, entregues a províncias e desgostos incomuns, mesmo quando batiam certo os nomes, os sinais de alarme que - entre ninguém e ninguém - desbravavam uma espécie de caminho. Conheci, em suma, dezenas de pessoas. Às cartas seguia-se fatalmente o rosto, surpresa por vezes dolorosa (outras vezes não). Ninguém, de qualquer modo, queria ser ninguém. Antes presentes ou futuros poetas, romancistas, compositores, artistas plásticos, timoneiros. Se nenhum deles, a acreditar no Google, deixou cadastro cultural foi porque a vida, ou nem sequer a vida, sabotou as adolescências de que fui breve testemunha. E não ignoro que este vestígio incerto vale menos do que o silêncio com que me escreviam há quase vinte anos. Quando não havia e-mail. Manuel de Freitas

Mensagens mais recentes

Óculos de sol

A lua e Marilyn

Carta

Guarda pretoriana*

One art

Azuliante

Esta manhã encontrei o teu nome

As de verão

Não partas já

Os paraísos artificiais