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Lê assim

Sorrio aos mortos e enterro os vivos como um objecto escuro por que rodaram mãos e jeitos de luz. Vivo como se não estivesse aqui roupa leve como na vida. E vou da primeira à última batida na respiração de um pulmão doído. Lê assim podia arder a uma pouca distância de ti nessa praceta que é um poema teu e as coisas voltariam a mim, meras, como o ser transportada pelos dias mas cairei por aqui. Meu amor Porta no trinco e nada nas mãos. Há muito que é tudo o que resta. Raquel Nobre Guerra

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