Estou sentada na cozinha, enquanto a massa ferve. Amo as coisas concretas descobrir seus nomes ao pequeno-almoço: despertador, chuva na calçada, supermercado, beijos na siesta, um copo de vinho, amigos, as pequenas mãos de meu filho, pessoas na praça, tu... Elas produzem as mais doces e lânguidas cócegas, como um banquete após o jejum. Parece-me impossível afastar-me de tais coisas: colam-se à minha caneta e parece que não consigo sacudi-las. No entanto, as coisas concretas não permitem atrasos, e a massa já está pronta. Assim é a vida. Quando o semear do poema começava a germinar, eis que o mundano vem intrometer-se. E lá tenho eu que me levantar da mesa, enquanto a sombra de um bilioso humor assenta.
Hoy todo lo que escriba será un plagio del anónimo verso endecasílabo que tu aliento derrama por mi espalda para borrarme el nombre y la conciencia, las edades, las culpas y los miedos, el pasado evidente y el futuro que no quiero soñar por si se rompe. Sólo soy este instante adormecido en el cálido abrazo del presente.
The carnival is over. The high tents, the palaces of light, are folded flat and trucked away. A three-time loser yanks the Wheel of Fortune off the wall. Mice pick through the garbage by the popcorn stand. A drunken giant falls asleep beside the juggler, and the Dog-Faced Boy sneaks off to join the Serpent Lady for the night. Wind sweeps ticket stubs along the walk. The Dead Man loads his coffin on a truck. Off in a trailer by the parking lot the radio predicts tomorrow's weather while a clown stares in a dressing mirror, takes out a box, and peels away his face.
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos. Nem tão longe e nem tão perto. Na medida mais precisa que eu puder. Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida, Da maneira mais discreta que eu souber. Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar. Sem forçar tua vontade. Sem falar, quando for hora de calar. E sem calar, quando for hora de falar. Nem ausente, nem presente por demais. Simplesmente, calmamente, ser-te paz. É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender! E por isso eu te suplico paciência. Vou encher este teu rosto de lembranças, Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
There's a great and a bloody fight 'round this whole world tonight And the battle, the bombs and shrapnel reign Hitler told the world around he would tear our union down But our union's gonna break them slavery chains Our union's gonna break them slavery chains I walked up on a mountain in the middle of the sky Could see every farm and every town I could see all the people in this whole wide world That's the union that'll tear the fascists down, down, down That's the union that'll tear the fascists down When I think of the men and the ships going down While the Russians fight on across the Don There's London in ruins and Paris in chains Good people, what are we waiting on? Good people, what are we waiting on? So, I thank the Soviets and the mighty Chinese vets The Allies the whole wide world around To the battling British, thanks, you can have ten million Yanks If it takes 'em to tear the fascists down, down, down If it takes 'em to tear the fascists down But when I think of the ships and the men going down And the Russians fight on across the Don There's London in ruins and Paris in chains Good people, what are we waiting on? Good people, what are we waiting on? So I thank the Soviets and the mighty Chinese vets The Allies the whole wide world around To the battling British, thanks, you can have ten million Yanks If it takes 'em to tear the fascists down, down, down If it takes 'em to tear the fascists down
Ora nós, que elogiamos muita coisa em Homero, não louvaremos
uma [...] Nem Ésquilo, quando faz dizer a Tétis que Apolo, ao
cantar nos seus esponsais, exaltara a sua bela progénie,
de vida isenta de doenças e de longa duração,
Depois que anunciou que de tudo, no meu destino,
cuidariam os deuses,
entoou o péan para minha alegria.
Julgara eu que era sem dolo, de Febo
a boca imortal, plena de arte dos oráculos
E ele, o mesmo que cantou este hino[...]
[...]ele mesmo é que o matou,
esse filho que é meu.
Platão, República II (383a -b)
Quando casavam Tétis com Peleu levantou-se Apolo no esplêndido festim do casamento, e falou da ventura dos recém-casados com o rebento que sairia da sua união. Disse: A este nunca lhe tocará a doença e terá vida longínqua. - Quando disse isto, Tétis alegrou-se muito, pois as palavras de Apolo que conhecia de profecias lhe pareceram garantia para o seu filho. E enquanto Aquiles crescia, e era a sua beleza alarde da Tessália, Tétis lembrava-se da palavra do deus. Mas um dia chegaram velhos com notícias e disseram a chacina de Aquiles em Tróia. E Tétis rasgava a sua roupa púrpura, e arrancava de cima de si e atirava ao chão as pulseiras e os anéis. E por entre seus prantos lembrou-se do passado; e perguntou o que fazia o sábio Apolo por onde andava o poeta que nos festins maravilhosamente fala, por onde andava o profeta quando matavam o seu filho na flor da vida. E responderam-lhe os velhos que Apolo ele próprio desceu a Tróia e com os troianos matou Aquiles.