Mostrar mensagens com a etiqueta TGV. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta TGV. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Blogues*

* Texto publicado no Jornal do Centro há exactamente dez anos, em 26 de Maio de 2006



1. Passo, pelo menos, meia hora por dia a “ver” blogues. Encontro neles, muitas vezes, informação que não encontro em mais lado nenhum.

A blogosfera é cada vez mais influente. Um texto no Abrupto, o blogue de Pacheco Pereira, a perguntar pelo Inquérito ao Envelope 9, do processo Casa Pia, pôs logo Souto Moura a falar sobre o assunto.

O Governo de José Sócrates teve que apresentar estudos sobre a OTA e o TGV, não por pressão dos media tradicionais, mas por exigência de dezenas de blogues que se uniram num movimento colectivo.

A CBS apresentou documentos falsificados sobre a vida militar de George W. Bush. Eram documentos feitos num computador quando, na altura em que Bush foi tropa, só havia máquinas de escrever. A CBS não conseguiu fazer uma “verificação de factos” eficaz. Foram bloguistas que descobriram a marosca.

A blogosfera, enquanto comunidade interactiva de milhões de utilizadores, é uma máquina potente de “verificação de factos”. É também uma poderosa máquina de “criação de factos”.

2. Um dos blogues que leio diariamente é o Viseu, Senhora da Beira, cujo autor se identifica com o pseudónimo de Bazookas**. 
Quando tenho pouco tempo, não vou a mais nenhum lado: é a “ler a leitura dele” que me informo sobre Viseu. Ainda por cima, o Viseu, Senhora da Beira tem umas muito úteis ligações para outros blogues de Viseu.

3. Um dos mais aguerridos blogues do distrito é O Casimiro Satense (http://casimirosatense.blogspot.com)***. Num texto de 4 de Maio, este blogue afirma que a oposição socialista na Câmara do Sátão está a claudicar.

Fiz “verificação de factos” e há mesmo problemas a pedirem resolução rápida. José Junqueiro, o sempiterno Presidente da Federação do PS de Viseu, precisa de fazer uma visita aos socialistas do Sátão.

** O Bazookas, mais tarde, revelou-se: é o grande Fernando Figueiredo a quem este blogue muito deve
*** Blogue desactivado

sábado, 21 de novembro de 2015

O saibro do Mercado 2 de Maio de Viseu*

* O texto que se segue foi publicado no Jornal do Centro há exactamente 12 anos, em 21 de Novembro de 2003



Manda quem pode

1. No domingo passado, foi inaugurado o Estádio do Dragão. Nessa noite, Luís de Matos derrotou o Barcelona por dois a zero. Custa-me, mas a verdade tem que ser dita: este estádio é mais bonito que o Alvalade XXI, do meu Sporting. O arquitecto Manuel Salgado desenhou um estádio magnífico para o Futebol Clube do Porto. Linhas puras, equilíbrio, harmonia.

Manuel Salgado desenhou também o Multiusos de Viseu, mas neste caso não esteve na sua melhor forma. O Pavilhão Multiusos de Viseu é um volume sem graça e paquidérmico. Para tornar as coisas piores, a esquina poente do edifício está amolgada pelo que há meses que o Pavilhão Multiusos parece um contentor esbarrado.

2. Foi pavimentada a Praça das Magnólias, no Antigo Mercado 2 de Maio. Onde havia saibro há, agora, paralelos de granito. 


Fotografia Olho de Gato
Tanto devem ter chagado a cabeça de Siza Vieira que o homem cedeu. Foi pena. O problema deste espaço do nosso Centro Histórico, como repetidamente tenho afirmado, não é de hardware, é de software. Estar lá saibro, ou estarem lá paralelos, no ponto de vista de apelo às pessoas, é igual.

Pavimentar a Praça das Magnólias foi um triplo erro: 
(i) um erro técnico porque aumentou a aridez do espaço ao perder-se a plasticidade e o comportamento térmico do saibro; 
(ii) um erro estético porque acentuou a artificialidade daquele polígono; 
(iii) um erro financeiro já que isentou o anterior empreiteiro das suas responsabilidades contratuais: se o saibro que lá estava era uma porcaria devia ter sido lá posto um em condições.

O facto das pessoas não irem ao Antigo Mercado 2 de Maio não é, nem nunca foi, da responsabilidade de Siza Vieira mas sim da Câmara. A Câmara fez aquela obra sem nenhuma ideia comercial e de lazer para aquele espaço. Pensou em pedras, não pensou em pessoas. Foi como comprar um computador multimedia de última geração e design arrojado (o hardware) e durante dois anos, durante mais de setecentos dias, não ter conseguido abrir sequer um ficheiro (o tal software). Incompetências.

Agora, depois desta pavimentação a granito da Praça das Magnólias, as coisas ficaram piores. Temos agora um espaço menos equilibrado e mais árido. E sem gente na mesma.

Assim se desbarata dinheiro. A ordem é rica e os frades são poucos.

3. O Artº 21º da Proposta de Lei do Orçamento para 2004 prevê uma nova taxa para os municípios: taxa de “instalação de antenas parabólicas”. Se não houver vergonha, temos mais um pretexto para as câmaras irem ao nosso bolso. Para já, conforme informação recolhida em http://jumento.blogdrive.com, ainda não está previsto o regresso das licenças dos isqueiros e respectivos fiscais. Pelo andar da carruagem, lá chegaremos. Talvez para o ano.

4. Este ano, José Maria Aznar veio a Portugal duas vezes. A primeira foi em 16 de Março, na Cimeira dos Açores, a Cimeira que deu origem à Guerra do Iraque. Durão Barroso, Bush, Blair e Aznar fizeram aquele encontro pateta e patético, em que aldrabaram o mundo com as armas de destruição maciça no Iraque. Que não há maneira de aparecerem, as desgramadas.

Já este mês, no dia 8, Aznar esteve outra vez em Portugal, na Figueira da Foz, na Cimeira Ibérica. Aí foram decididas as linhas de TGV. Vejamos um extracto do Comunicado do Governo Espanhol sobre esta Cimeira: “En el año 2010 se pondrá en marcha la conexión Madrid-Lisboa, que atravesará Badajoz, algo que reivindicó el Ejecutivo español. En 2009 estará en funcionamiento la línea que unirá Vigo y Oporto, mientras que para 2015 se cree que será posible que esté en marcha la conexión Salamanca-Aveiro.”

Percebe-se que o TGV vai por Badajoz porque pode quem manda – e quem manda é o senhor Aznar; percebe-se também que a ligação a Vigo é prioritária porque manda quem pode – e quem pode é o senhor Aznar; e percebe-se ainda que vai acontecer à linha Aveiro-Salamanca o mesmo que aconteceu às armas de destruição maciça do Iraque: não vão aparecer nem os carris.

-----------------------------------------------
Notas:
Concurso de Ideias para o Mercado 2 de Maio (detalhes aqui)
Consulta pública a decorrer (pode e deve dar o seu contributo aqui)

Textos sobre este assunto neste blogue:
"Os arquitectos super-estrelas", texto de 8/Maio/2002
"Os arquitectos super-estrelas #2texto de 30/Outubro/2015

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

José Sócrates, o senhor não é um preso político

Daqui

1 - Independentemente da melhor ou pior qualidade da investigação do ministério público — para já, recorde-se, todos os recursos da defesa foram recusados pelos tribunais superiores —, ela, a investigação do ministério público, não vai "condicionar as próximas eleições e impedir a vitória do PS", nem está a ser feita para isso ou por isso;

2 - Independentemente dos longos meses que o ministério público já gastou sem ainda ter formalizado a acusação — prazo longuíssimo que, sendo iníquo, já vem do tempo em que o senhor era primeiro-ministro e não fez nada para alterar — esses longos meses não vão "condicionar as próximas eleições e impedir a vitória do PS", nem estão a ser gastos para isso ou por isso;


3 - O que pode eventualmente "condicionar as próximas eleições e impedir a vitória do PS" é se o partido socialista não deixar claro ao eleitorado que nunca mais repetirá o autoritarismo negocista dos seus governos, movido a PPPs e endividamento insano e que levou o país à bancarrota.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Nariz vermelho*

* Texto publicado no Jornal do Centro há exactamente quatro anos, em 26 de Fevereiro de 2010

1. O governo anuncia nas Grandes Opções do Plano um organismo centralizado no Ministério das Finanças para “desenvolver, consolidar e aperfeiçoar” as PPP.

Já acrescentei aqui uma vez dois pês a estas parcerias. Fica um nome muito mais apropriado se lhes chamarmos PPPPP - Parcerias Prejuízos Públicos Proveitos Privados.

Na negociação de uma PPP, de um lado está o interesse público e do outro o interesse privado. Ora, há gente que negoceia do lado público e depois passa, alegremente, para o outro lado. Aconteceu no passado e vai acontecer no futuro. Por sua vez, quem redige estes contratos são os grandes escritórios de advogados da capital cujos sócios rodopiam da política para os negócios e dos negócios para a política, num carrossel despudorado.

As nossas elites não correm riscos nem produzem riqueza. Vivem anichadas no estado e estão a esgotá-lo como se não houvesse amanhã. Preparam-se para hipotecar o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos. Até 2017, estão previstos mais 51 mil milhões de euros em PPPs.

2. Em 9 de Fevereiro de 2009, pus a José Sócrates – olhos nos olhos - o problema das portagens na A24 e na A25 e propus-lhe a criação do “Selo das SCUTs” em vez do intrusivo chip das matrículas obrigatório.

Infelizmente, a seguir, em nenhuma das três eleições de 2009 se falou mais no assunto. Em Viseu, toda a gente assobiou para o ar.
Agora, como explicou a jornalista Liliana Garcia na última edição do Sol, vêm aí as portagens.


Vamos ver gente eleita por nós a vir falar-nos, com voz delicodoce, na “generosidade” dos 20 quilómetros de borla que vão ser “dados” aos residentes.

Antes de virem dizer isso, senhores políticos, metam um nariz vermelho muito grande no meio da cara.

E devolvam-nos o IP5.


sábado, 20 de agosto de 2011

Álvaro de Santos Pereira







seja ela
uma carruagem
seja ela
uma carruagem
em bitola europeia,
ainda bem que 
Pedro Passos Coelho 
secretários de estado 
a segurarem o Álvaro.


terça-feira, 22 de março de 2011

PEC 4.2

     Conhecida ontem, a versão 4.2 do PEC reza assim na página 57:
    «A ligação de alta velocidade a Madrid, o investimento no novo aeroporto de Lisboa, o reforço das redes de logística e portos, são exemplos de investimentos que promovem a internacionalização e a produtividade da economia portuguesa.»