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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Mixórdias *

* Texto publicado no Jornal do Centro há exactamente dez anos, em 9 de Novembro de 2007


      
1. Aqui, nas páginas do Jornal do Centro, Paulo Bruno Alves está a publicar uma interessante série de artigos de análise ao primeiro jornal diocesano de Viseu, A Folha, que se publicou de 1901 a 1911. Os dois últimos artigos trataram da “história das farinhas”, assunto que serviu para turbar mais ainda os anos perturbados do final da monarquia.
     
Paulo Bruno Alves transcreveu de A Folha, Agosto de 1902: «(...) causou profunda impressão a descoberta quasi casual de que ha dois annos grande parte da farinha consumida no paiz era feita de serradura e barro!».
     
Naqueles tempos, a panificação estava a trabalhar com um produto consistente e com um retorno financeiro interessante. Ainda por cima, como explica o historiador Rui Ramos, «Lisboa [tinha], no princípio do Séc. XX, o pão de trigo mais caro da Europa, a 80 réis o quilograma, o dobro do preço de Londres.»

     
2. Duas cooperativas leiteiras de Minas Gerais foram apanhadas a adicionar soro ao leite e, para disfarçar o sabor e dar mais durabilidade e volume à mistura, acrescentavam ainda água oxigenada, açúcar, soda cáustica, citrato de sódio, ácido cítrico e água.


Daqui  
Uma pesquisa no Google, com a expressão “leite fraudado”, dá toda a história e o “rigor” químico da coisa.
      
O deputado do PMDB, Paulo Piau, no último dia de Outubro, em plena Câmara dos Deputados, bebeu do tal leite...

     
... e disse: «É um produto fraudado? É, mas até o fraudado tem a sua qualidade. Sou contra a fraude, mas sou a favor do que está aí, o leite possível.»
     
A Polícia Federal brasileira já meteu 27 dentro.
     
Quanto ao deputado Paulo Piau, que dizer? Deseja-se que os seus intestinos funcionem ainda melhor que a sua cabeça.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Coisas boas*

* Publicado no Jornal do Centro há exactamente dez anos, em 17 de Agosto de 2007


1. “Aquecimento global”? Nada disso! Este Verão é mais “arrefecimento global”. Vêm dois dias de calor e, logo a seguir, vêm quatro frescos. Verão bom! As casas de persianas para cima. Sem abafação. Sem incêndios, nem sirenes de bombeiros. Pelo menos até agora…

2. É bom ver a ecopista cheia de pessoas, em grupo ou sozinhas. A pedalarem em bicicletas high-tech ou em pasteleiras. 
Daqui

Em marcha acelerada ou a passear. De ténis ou de chanatos. De patins em linha, à procura da linha. De cá para lá, de lá para cá. A fazerem quilómetros. Bom, bom, as pessoas a dizerem «Olá!» e «Boa noite!» aos conhecidos. E aos desconhecidos.


3. Bom é o comboio turístico às voltas em Viseu. Podia ter uma pintura mais bonita, lá isso podia. Não importa. Caiu no goto. Anda sempre cheio. De miúdos e graúdos. A olharem para a cidade um olhar amável.

4. Muita gente, no centro histórico, nas Noites Brancas organizadas pela Associação Comercial. E nas outras noites também.

Foi bom ver os comerciantes a rasparem a ferrugem das rotinas: em vez de carpirem contra, a fazerem por.

5. Bom é termos gasóleo a 99 cêntimos. Ainda há dois meses era tudo pela tabela máxima. Finalmente há alguma concorrência. É precisa mais. Quando abrem as bombas do Retail Park?

6. É bom andar nas “nossas” auto-estradas. Para norte, na A24. Para este ou para a oeste, na A25.

Quanto à estrada para o sul, para Coimbra, é melhor não dizer nada. Este Olho de Gato é só para falar de coisas boas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Ming*

* Texto publicado hoje no Jornal do Centro


1. Um texto, no El País, intitulado Al final, por unos condones se perdio un país, sobre camisas-de-vénus distribuídas em África que levaram um zangado estado Vaticano a “castigar” a Ordem de Malta (outro estado soberano, que emite moeda, passaporte e tem relações diplomáticas com 106 países), tinha, logo no primeiro parágrafo, um aviso sério sobre estes tempos desvairados que vivemos: “uno es nadie si no escribe 'Trump' en estos dias”.

Como não quero ser “nadie”, lá vou ter de escrever sobre Donald Trump.


Xi Jinping e mulher
Daqui
2. Daron Acemoglu e James A. Robinson descrevem no seu livro “Porque Falham as Nações” que “muitos séculos antes dos Europeus” já “a China era uma potência naval”, com “intenso comércio de longa distância”, mas, na passagem do século XIV para o século XV, “afastara-se dos oceanos” porque os imperadores Ming tiveram medo que todo aquele contacto com o exterior pusesse em causa o seu poder.

Ora, acabámos de ver o presidente chinês, em Davos, pronto a assumir o lugar dos EUA como campeão do livre-comércio, em resposta directa ao fechamento do presidente norte-americano, que quer virar costas ao mundo como fizeram os Ming.

3. É claro que o que acabo de fazer é só uma vistosa viagem no tempo de meio milénio, uma brincadeira de resposta àquele “não se é ninguém se não se escrever sobre Trump”.

Mas esta brincadeira não tem menor valor explicativo do que as comparações mais vistas nos media e nas redes sociais: “Trump igual a Hitler” (o “ad-hitlerum” aparece sempre: é a “lei de Godwin”, também conhecida como “lei das analogias nazis”) e “Trump igual a Chavez” (ou, em louro: igual a Marine Le Pen; ou, em peitorais: igual a Putin). Também há as abordagens psi — “Trump igual a louco” — que sublinham o lado egocêntrico ou infantil do homem.

“Trump igual a Ming” parece adequado para descrever o presidente cor-de-laranja em quem votou a parte mais paroquial da América que tem medo da globalização.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Citröen DS — Boca-de-sapo

Há na D. S. o esboço de uma nova fenomenologia do ajustamento, como se se passasse de um mundo de elementos soldados a um mundo de elementos justapostos, que se aguentam pela virtude exclusiva da sua forma maravilhosa, o que, bem entendido, constitui uma introdução à ideia de uma natureza mais fácil.

A «Déesse» é, visivelmente, uma exaltação do vidro, e a chapa não é mais do que uma base. 


Mangualde
Fotografia Olho de Gato

Aqui, os vidros não são janelas, aberturas perfuradas na carroceria obscura, mas grandes superfícies de ar e de vazio, com a curvatura evidente e o brilho das bolas de sabão, com a delgadeza dura de uma substância mais entomológica do que mineral (a insígnia Citröen, com flechas, tornou-se aliás uma insígnia alada, como se agora se transitasse de uma ordem da propulsão para uma ordem do movimento, de uma ordem do motor para uma ordem do organismo).


Trata-se pois de uma arte humanizada, e pode bem ser que a «Déesse» represente uma metamorfose na mitologia automobilística.
O Novo Citröen, in Mitologias (1957)
Roland Barthes

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Apanhados*

* Texto publicado hoje no Jornal do Centro


1. Peguei no post-it amarelo com a lista de compras, colei-o no carrinho e comecei a correr as prateleiras do hipermercado.


Fotografia daqui

À medida que aviava as compras, riscava na lista. Lâminas da barba, corta. Resma de papel, corta. Detergente da loiça, corta. Por aí fora.


Quando cheguei junto aos iogurtes magros com sabor a frutos vermelhos tinha o carrinho ainda meio vazio, na perspectiva do sr. Belmiro de Azevedo, mas, no ponto de vista da minha depauperada conta bancária, ele já estava cheio. A lista fluorescente quase toda riscada. Deixei, por momentos, o carro ali junto à frescura iogurtal enquanto fui buscar guardanapos. Quando regressei, compras viste-las.

Olhei à volta. Perscrutei na secção das manteigas. Olhei para as pessoas que compravam maçãs reinetas. Sondei os gulosos das tabletes. Em desespero fui à secção dos chás. Cadê o meu carro? Quem ficou com as minhas compras? Nicles. O carro tinha-se evaporado. Nunca mais o vi. Fui buscar outro e recomecei tudo de novo, furioso.

Confesso que me veio ao espírito a suspeita: e se esta coisa que me está a acontecer é para os “apanhados”?

2. Uma rapariga muito bonita e escultural pôs uma câmara de vídeo no bolso de trás de umas jeans provocantes, veio para a rua filmar a reacção dos transeuntes e prantou o filme na internet.

Perguntei por ele ao sr. YouTube e surgiu-me um título expressivo embora com má gramática — “camera na bunda uma mulher”. São dois minutos e seis segundos, em que se vê o pessoal “apanhado” de todo, a olhar, a olhar, a basbacar. Procure o vídeo e veja quem é “apanhado” ao 1'53”.



3. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa pegou nas televisões, aladeou-se ao actor Luís Miguel Cintra da Cornucópia e fez um programa de “apanhados” ao ministro da cultura.

4. Não deixe que ninguém o filme a comer bolo-rei.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Étês há muitos, no turismo são praí uns 27 ou coiso - e afirmo três vezes para que não haja dúvidas: a única coisa que interessa neste post foi escrita pelo Rui Macário Ribeiro




A ET27 é a Estratégia Para o Turismo 2027 e o Rui Macário Ribeiro leu aquele "referencial estratégico para o Turismo de Portugal na próxima década".

Coisa asseada, para "executar" (isto é, matar fundos comunitários, homicídio que só acontecerá se, entretanto, a senhora dona Catarina Martins não nos ejectar fora da "Europa" com a bênção da senhora dona Marine Le Pen e o exemplo da senhora dona Theresa "Brexit means Brexit" May).

O caso é sério, e o caso é técnico,  e o caso é político, e o caso tem lá dentro massa cinzenta que nos vai trazer 'charteres' de turistas para os aeroportos mais próximos.

Repito: o Rui Macário leu aqueles papéis e contou a sua leitura atenta na última edição do Jornal do Centro, de 29 de Julho, página 32.


Sem estrépito, "trepito" mais uma vez para que não haja dúvidas — o que interessa neste post está a itálico e só a itálico, e foi escrito pelo grande Rui Macário Ribeiro e não por mim, e é o que se segue:


 
Rui Macário Ribeiro
(fotografia abduzida do FB do autor
e sem a sua prévia permissão
e o mesmo abuso já tinha
sido feito aqui em Janeiro
)
(...) dos 7 documentos de trabalho para o [Turismo do] Centro, só 2 estão disponíveis (malditos pdf's que fogem dos links). Um deles é uma análise SWOT e nela se afirma, como "Vantagem", a proximidade do Porto e de Lisboa (se estivermos em Fátima, talvez) e a A25 entre outras redes viárias. 

Nas "Fraquezas", as portagens complicadas de compreender. Nem é a portagem em si, ou o custo das mesmas, é mesmo a dificuldade em poder compreendê-las. Os turistas não gostam de não entender e fogem.

Há mais um elemento maroto, segundo o relatório: o território é grande (fala-se do Centro, NUT II, onde coexistem 12 NUT's III) mas é complementar e o mal é que os "players" teimam em não cooperar. 

Então não poderiam os de Viseu vender praia, os da Nazaré vender chocolate alheio, e os de Óbidos vender Viriato? É só um saltinho. O país é pequeno. Garantidamente que vão de Alcobaça via aeroporto de Lisboa subirão ao Douro com paragem em Viseu.


Então se andarem à caça de Pokémons, é um corrupio.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Papel higiénico*

* Texto publicado hoje no Jornal do Centro


1. Eis duas anedotas que circulavam nos regimes comunistas antes da queda do Muro de Berlim, lembradas por Slavoj Žižek no seu livro “O Ano Em Que Sonhámos Perigosamente”:

(i) Um trabalhador da Alemanha do Leste arranjou emprego na Sibéria e, como sabia que todas as suas cartas iam ser lidas pela censura, combinou com os amigos o seguinte: em carta a azul, tudo verdade; em carta a vermelho, tudo mentira.
Passado um mês, os amigos receberam uma carta com a inconfundível letra do emigrado escrita a azul: «Tudo é bom aqui, as casas são grandes e aquecidas, há muita comida, as lojas estão bem abastecidas, os cinemas passam muitos filmes ocidentais, as mulheres são lindas e gostam de namorar — a única coisa que cá falta é tinta vermelha.»

(ii) Na Polónia, um cliente chega a uma loja e pergunta: «Você não deve ter manteiga, pois não?»
Resposta da empregada: «Desculpe, a loja do lado de lá da rua é que não tem manteiga; nós não temos é papel higiénico...»

2. O papel higiénico é um clássico do desabastecimento comunista. Falha sempre. E, portanto, tinha que falhar no chavismo. Regime que, nos dezasseis anos em que governa a Venezuela, já derreteu mais de um bilião de dólares de proventos do petróleo — um balúrdio que dava para pagar bem mais do que uma dúzia de bancarrotas socráticas.


Imagem daqui
Veja-se o seguinte imbróglio kafkiano que aconteceu a um industrial venezuelano. Uma cláusula do contrato colectivo da fábrica impõe que os sanitários estejam sempre guarnecidos com papel higiénico; mal os rolos lá são postos, logo os “utentes” se apropriam daquela raridade; a seguir, vem o aviso implacável: se o papel higiénico faltar, há greve.

Em desespero, o industrial foi abastecer-se em força ao mercado negro. Azar. Alguém o chibou e ele teve uma visita da polícia chavista a ameaçá-lo de prisão. Lá teve ele de untar os bolsos dos polícias. Com dólares americanos.

É que o bolívar venezuelano nem para papel higiénico.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Pastagem na garagem*

* Publicado hoje no Jornal do Centro


O livro “A arte de pensar com clareza”, de Rolf Dobelli, descreve dezenas de erros de pensamento em que cai muito boa e distinta gente com púlpito académico ou mediático ou político. Esses erros são constantes e em campanha eleitoral, como a que estamos a viver, eles multiplicam-se, mas não tratemos hoje de eleições.

Em Maio escrevi aqui sobre a “falácia do custo irreparável” que nos faz teimar num erro só porque já investimos nele dinheiro e/ou tempo. Hoje é a vez da “tragédia da pastagem comunitária”. Dobelli começa este capítulo assim: “imagine um terreno fértil que está à disposição de todos os agricultores de uma povoação. É de esperar que cada agricultor leve para esse prado o maior número possível de vacas.”

Tudo bem, desde que a ervinha fresca não se esgote. Mas cada agricultor vai pensar no seu benefício individual, em mais uma vaca que vai poder vender gordinha e nédia, e mais uma, e mais uma, até que o pasto acaba. Ele olhará para o +1 individual e não para o -1 colectivo.

Até aqui ainda não há erro nenhum de pensamento. O erro aparece quando se julga que este problema se pode “resolver por meio da educação, do esclarecimento, das campanhas informativas, dos apelos à «consciência social», das bulas papais ou das prédicas das estrelas pop”, goza Dobelli.

Todos os dias encontramos estes raciocínios ingénuos que acreditam que a “responsabilidade individual” funciona sem dispositivos que a ponham nos trilhos. E só há duas maneiras de evitar a rapadura total do prado: ou privatização ou gestão. Há que regular o acesso ao prado: através de uma taxa, uma limitação temporal, uma priorização qualquer.

Foi o que o Palácio de Gelo fez no seu parque de estacionamento. Acabou por perceber que a “sensibilização” não resultava. 

Imagem daqui
As vaquinhas com rodas que faziam ali garagem de manhã à noite somadas às dos funcionários não deixavam lugares para os clientes.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Populismos *

* Texto publicado hoje no Jornal do Centro



Quer à esquerda quer à direita, o populismo está à solta na velha “europa”.

Todo o populismo europeu é contra a austeridade e defende o estado social. O de direita, além disso, defende também as “identidades” nacionais, isto é, hostiliza a imigração e é anti-europeísta.

Como explica Cas Mudde, o populismo vê as sociedades separadas em dois campos homogéneos e antagónicos: o “povo puro” e a “elite corrupta”. Tornado simples o que é complexo, os populistas vão à procura de votos e estão a ter sucesso junto dos eleitorados, tornando melindrosas as próximas eleições europeias.

Um exemplo da Dinamarca: por respeito pelas dietas islâmicas, foram tiradas as almôndegas de porco, um prato tradicional, das ementas do jardins infantis. Isso está a ser usado com muito sucesso em campanha por Mikkel Dencker, da extrema-direita, como exemplo da “perda de identidade dinamarquesa”.

Em Portugal, o PCP é o mais “patriótico” dos partidos mas não usa assuntos de “identidade” na sua retórica. Estes têm ficado para o CDS quando está fora do poder.

Desde que os centristas são governo nunca mais se viu Hélder Amaral a malhar na ASAE e a defender as nossas morcelas caseiras e o nosso queijo fresco. O que, populismos à parte, é pena. É sempre bom haver alguém capaz de impor bom-senso à ASAE.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Eleições 2009 (VIII)*

* Texto publicado no Jornal do Centro, há exactamente quatro anos, em 9 de Outubro de 2009 (ano em que houve três eleições)



1. É sabido que, em alternativa à transferência da Loja do Cidadão (LdC) para o centro histórico, a câmara tem um plano B: transferir serviços municipais para a Rua do Comércio.

Essa intenção da câmara revela que cresceu muito a burocracia municipal. A câmara engordou e tem dificuldade em acomodar todas as suas adiposidades no edifício da Praça da República.

Passarem-se alguns serviços municipais do Rossio para a Rua do Comércio não adianta nem atrasa nada para a vida no centro histórico. Essa mudança de 300 metros não traz vantagem nenhuma à cidade já que não aumenta o afluxo de pessoas ao centro.

Por isso, faz muito bem o movimento de cidadãos em defesa do centro histórico de Viseu ao não atirar a toalha ao chão e não desistir da Loja do Cidadão no centro histórico.

Alexandre Azevedo Pinto defendeu uma candidatura municipal a fundos comunitários para as obras de adaptação de um edifício central para LdC. Esse investimento é, depois, recuperado através do aluguer das instalações à administração central.

Concretizar-se esta ideia do movimento de cidadãos é a “cereja ao de cima do bolo”: faz-se recuperação urbana e passa-se a ter, de facto, mais utentes, mais funcionários, mais movimento no coração da cidade

2. Felizes são os povos que têm um governo pequeno e moderado nos impostos. Este bom princípio aplica-se tanto ao governo central como ao governo local.

Qual é a candidatura à câmara que fica mais barata, em impostos, aos viseenses?

Devo dizer que, nesta matéria, a campanha autárquica foi um desapontamento.

Apesar de tudo, globalmente, é a candidatura de Miguel Ginestal que mais respeita o nosso bolso. Poupa-nos, por exemplo, 2% em IRS.