1. O casal McCann está a preparar-se para regressar ao seu país, depois de mais de cem dias e cem noites de sofrimento no Algarve. E é, de certeza, à noite que a dor daqueles pais é mais excruciante.
Quando Gerry aparece na televisão de mão dada a Kate, e esta com o peluche de Maddie e toda a tristeza do mundo na cara, lembro-me sempre das páginas de “A Criança no Tempo”, obra-prima de Ian McEwan (Ed. Gradiva). Nesta novela de 1987, a personagem principal, Stephen Lewis, um escritor de livros juvenis, vê a sua vida despedaçada quando a sua filha de três anos desaparece num supermercado. Depois - passado o tempo em que a dor paralisa tudo - ele e a mulher cerram os dentes, respiram fundo, e o livro de McEwan acaba numa epifania.
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Em consequência, o Director Adjunto do Expresso defendeu mais dois escalões de IRS: um de 45% e outro de 50%. Esta ideia é popular já que as pessoas gostam de ver o chicote fiscal a zurzir em quem ganha muito. Contudo, não é uma boa ideia: o que precisamos é dum governo pequeno e moderado nos impostos.
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Sentado na esplanada do Irish Bar no centro histórico de Viseu, observo os carros que passam: nem um Mercedes, nem um Audi, nem um Bê-Éme. Jaguares? Nada. Descapotáveis? Népias!
É um fluxo contínuo de chassos velhos, com um valor comercial compatível com as declarações de IRS de 2005, a encherem de óxido de azoto os pulmões das pessoas.
































