segunda-feira, 16 de julho de 2018

Cantata do café — JS Bach

Zimmermannsches Caffeehaus, 1700s


No libreto, escrito por Christian Friedrich Henrici, conhecido por Picander), lê-se:

"Se não pudesse, três vezes por dia, tomar a minha chávena de café, na minha angústia tornava-me numa cabra assada toda encarquilhada."

Bach não escreveu óperas: esta cantata ao café foi escrita para concerto, mas é frequentemente representada em palco com os cantores ataviados a concluirem que tomar café é natural.

Detalhes sobre os dez movimentos — aqui.


2 comentários:

  1. Bom dia e boa semana.

    Da Séria - “No tempo em que” havia músicos a fazer intervenção política.
    Hoje: The Beatles – “Revolution”.

    Hoje fazemos uma pergunta difícil: os Beatles fizeram música de intervenção poítica? Se respondeu sim, tem garantido um lugar no próximo jogo de Portugal, ao lado do Ministro da (in)Educação!

    Fugindo da mais idiota pergunta dos inquéritos musicais -Beatles ou Rolling Stones?-, vamos abordar a música “REVOLUTION” de 1968, que faz parte do mítico “White Album” lembrado tanto pela simplicidade de seu design de capa branca pura, quanto pela complexidade das suas músicas.
    Corria o ano de 1968 e com tantos acontecimentos…Maio em França; continuava a guerra no Vietname; Martin Luther King Jr. foi assassinado e na Convenção Nacional Democrata (EUA) a polícia carregou violentamente sobre os jovens manifestantes.

    Até 1968, os Beatles já tinham realizado quinze singles nº 1 nos Estados Unidos e no Reino Unido. Tudo o que eles lançavam transformava-se em ouro! Os Beatles eram conhecidos por músicas pop e românticas e haviam permanecido claramente fora da intervenção política.
    “Revolution” foi lançado em 1968 como o lado-b de "Hey Jude", apesar de ter sido gravado após a versão mais lenta (intitulada "Revolution 1") que apareceria no “White Album”. Há muitas páginas sobre as peripécias do nascimento desta música; das suas gravações e inúmeras versões. A música foi uma demonstração política dos sentimentos de Lennon sobre os tumultos dos anos 60 e os outros Beatles não gostaram e estavam preocupados se isso não poderia afastar fans. Harrison e McCartney desaprovavam o envolvimento de Yoko Ono no álbum e na gravação da faixa original "Revolution”. A letra de Lennon expressa simpatia pela necessidade de mudança, mas dúvida de algumas das táticas. Os solos de guitarra elétrica distorcida são estridentes e quase erráticos e também o piano elétrico, tocado pelo músico de estúdio Nicky Hopkins, conhecido pelo seu trabalho com os Rolling Stones (“She's A Rainbow”) e quando John Lennon solta aquele grito icônico, a música agarra o ouvinte.

    Lennon irá aumentar a sua intervenção cívica, cada vez mais forte, e com músicas muito vigorosas politicamente como “Working Class Hero” ou “Imagine”,por exemplo.

    The Beatles – “Revolution”
    https://youtu.be/BGLGzRXY5Bw

    You say you want a revolution
    Well, you know
    We all want to change the world
    You tell me that it's evolution
    Well, you know
    We all want to change the world

    But when you talk about destruction
    Don't you know that you can count me out
    Don't you know it's gonna be

    All right
    All right
    All right

    You say you got a real solution
    Well, you know
    We'd all love to see the plan
    You ask me for a contribution
    Well you know
    We're all doing what we can

    But if you want money for people with minds that hate
    All I can tell you is brother you have to wait
    Don't you know it's gonna be

    All right
    All right
    All right

    You say you'll change the constitution
    Well, you know
    We'd all love to change your head
    You tell me it's the institution
    Well, you know
    You'd better free your mind instead

    But if you go carrying pictures of Chairman Mao
    You ain't going to make it with anyone anyhow
    Don't you know it's gonna be

    All right
    All right
    All right
    All right

    ResponderEliminar
  2. Cantata para professores…

    - porque este governo de socialista só tem o nome; após mais de um mês de greve, o que certamente se transformará num recorde de luta laboral e num péssimo chip de memória para um Partido Socialista (socialista? Vão estudar a etimologia do termo, por favor);

    - porque começa a ser uma péssima tradição do Partido Socialista o desconsiderar a Educação e os seus profissionais. A linha destruidora começa em Lurdes Rodrigues e continua com o Tiago.

    - porque é uma dor de alma ter que escrever que, provavelmente, o PPD consegue (des)tratar os professores de uma forma menos acintosa…

    - porque ao fim de um mês de greve, o que os “representantes” dos professores conseguem é a criação “de uma Comissão de estudo”??? É pá, vão-se federar!

    - porque uns lavaram a face dos outros e quem continua no batente, no terreno, na luta é que se lixa, SEMPRE!

    -porque “o carro” só conhece uma mudança: marcha atrás! Entra um qualquer governo, uma nova equipa e não muda a mentalidade: tudo para o lixo, que nós é que somos os donos da verdade!

    Desiludidos, desanimados e irritados!

    “Fantasmas de todos os planetas, vinde salvar-nos!” – José Gomes Ferreira



    ResponderEliminar