quarta-feira, 16 de maio de 2018

Centro histórico*

* Publicado no Jornal do Centro há exactamente dez anos, em 16 de Maio de 2008


1. Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) tem aparecido na comunicação social dia sim, dia sim, a dizer que não quer chumbos.

MLR não quer nada que impeça a progressão automática dos alunos. MLR não quer mais exames e, nos que há, a palavra de ordem é “tolerância”. MLR quer estatísticas cor-de-rosa. A mês e meio do fim do ano-lectivo, com medo que o recado ainda não tenha sido bem percebido, o ministério fala agora de uma quota maior de “excelentes” e “muito bons” na avaliação dos professores que trabalhem nas “melhores” escolas (seja lá o que isso for…).

Ao som de trombetas, quando chegar a altura, há-de ser feito um número com os números do “sucesso” educativo.

Fica mais uma tarefa para o “dia a seguir” a Maria de Lurdes Rodrigues: recuperar a credibilidade das estatísticas do ministério.

Fotografia Olho de Gato
2. Não esperava muito do estudo sobre o Centro Histórico de Viseu encomendado à Parque Expo. Felizmente enganei-me. A Parque Expo fez um bom trabalho. Era bom que as pessoas o pudessem conhecer. A informação produzida devia estar disponível na página da câmara na internet. O filme, que tão bem nos permite visualizar o que se pretende, devia ser colocado no YouTube também. Que diabo! Quando é que a Câmara de Viseu chega ao século XXI?

Agora é o tempo de debate e dos contributos da sociedade civil. É bom que apareçam muitas opiniões sobre o assunto. Quanto mais controvérsia melhor.

Convém lembrar: os cidadãos têm poder de influência e os eleitos poder de decisão. É assim numa democracia.

João Paulo Rebelo, na última Assembleia Municipal, lembrou que é preciso fazer-se a “recuperação social” do centro histórico. É mesmo isso. O problema do centro histórico não é de pedras, é de pessoas.

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