segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ó meus castelos de vento

Fotografia de Bert Hardy 



Ó meus castelos de vento
que em tal cuita me pusestes,
como me vos desfizestes!


Armei castelos erguidos,
esteve a fortuna queda,
e disse: — Gostos perdidos,
como is a dar tão grã queda!
Mas, oh! fraco entendimento!
em que parte vos pusestes
que então me não socorrestes?


Caístes-me tão asinha
caíram as esperanças;
isto não foram mudanças,
mas foram a morte minha.
Castelos sem fundamento,
quanto que me prometestes,
quanto que me falecestes!
Sá de Miranda






1 comentário:

  1. Ó meu castelos de vento...em país tão pacífico:

    Oiço na rádio que houve “porrada de meia-noite” entre taxistas e polícia de choque, dois dos meus carinhos de estimação…
    Apesar de ser “inimigo do mau feitio” de quase todos os taxistas e acharem que são os únicos a pagar impostos, quando mais de metade das vezes não passam facturas, apoio a luta destes trabalhadores.
    O mundo UBER, não me agrada!
    UBER na saúde; UBER na educação; UBER noas relações laborais; UBER para ti também, pá!

    Provocação: amanhã no Parque das Nações, grande manifestação das operadoras telefónicas contra o Skype!

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