quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Auto-estradas*

* Texto publicado no jornal do Centro há exactamente dez anos, em 13 de Outubro de 2006


1. Em 30 de Setembro, abriu ao trânsito o troço da A25 Boaldeia – Caçador e também a parte da A24 que faltava, a oeste de Viseu. Todo o tráfego regional e internacional pode agora circular com fluidez longe da cidade. São duas óptimas notícias, não só para Viseu, mas para todo o país.

Foi bom que a A25 passasse a sul de Viseu. Dez a doze mil veículos por dia fazem menos cinco quilómetros do que fariam se a auto-estrada passasse a norte. Foram ainda aproveitados vários quilómetros da ligação do IP3 ao IP5, aberta em 2001, e que não tinha trânsito.

Fotografia daqui
Numa parte substancial dos seus 192 quilómetros, a A25 foi feita por duplicação do IP5. Isso teve consequências. Em muitos sítios, a A25 ficou com curvas e inclinações problemáticas, a pedirem muita prudência. A A25 ficou, ainda, sem alternativa já que a N16, a antiga estrada nacional paralela, é mais uma rua que uma estrada, e o “velho” IP5 desapareceu em grande extensão, dissolvido na nova auto-estrada.

2. José Sócrates, na inauguração, disse que as portagens chegariam quando a região “tiver indicadores semelhantes à média nacional”. Penso que esta condição ainda vai dar muita controvérsia. De qualquer maneira, com este traçado e sem nenhuma alternativa rodoviária, não é possível, nem justo, pensar-se em portagens na A25.

Estas novas auto-estradas devem-se a dois homens: António Guterres e José Sócrates. Uns figurões apareceram agora também a quererem ficar na fotografia. Só se for como emplastros.

3. Maria de Lurdes Rodrigues, a Ministra da Educação, tem sido autoritária com as escolas, despesista com as autarquias, facilitista com os alunos e titilante com as famílias. José Sócrates não parece disposto a pôr-lhe uns patins debaixo dos pés. Faz mal. Como se verá.

1 comentário:

  1. Só ouvir ou ler o nome até dá azia: Maria de Lurdes Rodrigues.
    Dez anos depois, uma "Senadora"!!!
    PINS, que fraca memória tem esta gente.

    Mas falemos de Auto-Estradas.
    A auto-estrada para o Prémio Nobel da Literatura.

    Fui apanhado de surpresa com uma mensagem a comunicar (a gozar, na verdade) que o Dylan tinha ganho o nobel da literatura.

    Recordo bem esse cromo nos anos 60 e o lugar de “vanguarda” que teve no movimento estudantil. Mas o estilo musical “peganhento” e o politicamente pouco claro, nunca me atraiu.
    O sinceramente, um gajo aqui o perder tempo com uma Academia que teve Putin e Merkel como nomeados para Nobel da Paz. PINS !!!

    À semelhança da SAAB a Academia Sueca foi vendida a um grupo de investidores.
    Devo dizer que não tenho um único disco do nobel da literatura. Mas tenho os “livros” todos…
    A seguir a Patti Smith?
    Leonard Cohen não conta?
    Carole King é merda?
    Neil Young é um cromo?
    Joni Mitchell é velha?
    Esteve em Woodstock?
    Não podia, já se sabia que era parceiro em fábricas de material de guerra… E gritava – “abaixo a guerra do Vietname”!!!
    Vai-te federar, pá!
    O Sérgio Godinho ganhou o Nobel Latino, ao menos isso…eh eh.

    Certeza apenas uma: “Rock and roll can never die” - Neil Young - (o MAIOR, o que NUNCA cede aos interesses)

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