domingo, 1 de dezembro de 2013

Kitsch em Viseu ("bibliografia" e primeira abordagem)

O melhor blogue português, o Malomil, publicou ontem um texto imperdível de João Medina sobre o Kitsch português com "reflexões sobre o inautêntico na história cultural lusa" e que "abre hostilidades" com esta citação:


“O mundo dos valores estéticos deixou de ser dicotomizado entre o Belo e o Feio; entre a arte e o conformismo estende-se a vasta praia do Kitsch.”
Abraham A. Moles, O Kitsch, 1971

Para iniciação a esta "vasta praia do Kitsch" recomendo também o bem-humorado e informativo texto do sociólogo José Machado Pais em Portugal social de A a Z: temas em aberto (pp. 130 — 138, editado com o Expresso, há nos quiosques e é muito barato).

Em Viseu, o Kitsch usa e abusa de fórmulas vazias sobre a essência da cidade, sobre a nossa "autenticidade do granito", sobre o "antes quebrar que torcer" viseense, sobre as propriedades sobrenaturais dos nossos "produtos endógenos" ("produtos endógenos" é tão repetido no linguajar local como o mantra "propostas concretas" no politiquês).

Este post é um convite para a cidade olhar para si própria. Pode começar por este paquiderme visual:

Rotunda Carlos Lopes, fotografia de AJFAlmeida, achada aqui

Mais exemplos de Kitsch em Viseu são bem-vindos.

3 comentários:

  1. Respostas
    1. Pessoas não são kitsch, ideias e obras podem sê-lo.
      De qualquer forma, Nefretite, pode detalhar mais o que| ou quem está na sua ideia.
      Embora lhe diga já que, neste blogue, não se insultam nem se amesquinham pessoas, comentários com isso não são publicados.
      Cumprimentos

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  2. Temos um grande evento kitsch que é a Feira de s.Mateus. Organizamos visitas à kitsch Malafaia. A rua direita também é kitsch. Os programas culturais municipais eram hinos kitsch. Nos últimos 20 anos Viseu ficou muito kitsch.

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