quarta-feira, 3 de julho de 2013

Rossio (II)*

*Texto publicado no Jornal do Centro já exactamente quatro anos, em 3 de Julho de 2009


1. Em 19 de Junho, escrevi aqui o seguinte: Os novos candeeiros [do Rossio] são adequados. Espera-se a internet sem fios. Música ambiente não, por favor. É uma parolice.” 

O leitor João Anes discordou e, em “carta ao director”, defendeu que “muita música e animação é uma boa forma (…) de desenvolver o comércio tradicional.”

Devo dizer que não tenho nada contra formas de animação do centro da cidade. Acho-as desejáveis e tenho gostado das que estão a decorrer. Incluindo dos decibéis.

Aquela minha frase que desagradou a João Anes foi motivada por uma notícia do JN, de 16.11.2008. Nela fiquei a saber que os novos candeeiros do Rossio e da Rua da Paz podiam ser multifunções (luz + video-vigilância + música + internet) e que o fabricante estava furioso com a EDP por esta só autorizar a função iluminante.

Que os candeeiros sejam bonitos como são e alumiem, acho bem. A video-vigilância desagrada-me mas é o “ar-dos-tempos”. Agora, caro João Anes, candeeiros a botarem música não, obrigado. Prefiro o sossego.

Já devia haver internet sem fios gratuita nas ruas de Viseu. 

Era tão bom ver putos a guglarem nos seus Magalhães, com os dedos lambuzados de gelado, sentados no Rossio ao lado dos reformados!

2. No Facebook fizeram-me a seguinte pergunta: “Os nove candeeiros da Rua da Paz bem como a sua escala parece um pouco exagerado, não acha?” 

A mim não me parece. Aquela “semeação” tão basta de candeeiros permite uma luz menos abrasiva. De dia talvez pareçam demais. De noite, não.

A próxima etapa é retirar os carros. O Rossio, a Rua Formosa e a Rua da Paz deviam formar um conjunto pedonal contínuo. 

Um passo está dado: os candeeiros da Rua da Paz já combinam com os do Rossio.

1 comentário:

  1. Quando olho para aqueles candeeiros lembro-me sempre daquele papalvo que vendeu o relógio de caixa que era do bisavô, para comprar um relógio de quartzo. Em Viseu Ruas também deve ter vendido os portões em ferro forjado que os nossos avós nos deixaram para comprar aquelas imitações (espanholas?) de candeeiros a fazer de rico!

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