Autárquicas de 2017*
* Texto publicado no Jornal do Centro há exactamente dez anos, em 6 de Maio de 2016
Falta um ano e meio para as eleições autárquicas. No concelho de Viseu, há já alguns ardores nos aparelhos do PS e do PSD; no CDS, que também tem um vereador eleito, nada de nada.
Entre os socialistas, para já, vê-se gente próxima da distrital segurista de Borges e Ginestal a bombardear a concelhia costista de Adelaide Modesto. É o primeiro milho dos pardais.
No PSD, as coisas estão bem mais avançadas: António Almeida Henriques já anunciou a sua recandidatura à câmara de Viseu e a eleição da nova concelhia laranja, em 28 de Maio, conta com dois candidatos — Joaquim Seixas e Pedro Osório.
Esta candidatura de Joaquim Seixas, vice-presidente da câmara, é desnecessária e é um erro.
É desnecessária já que o dr. Ruas está bem no parlamento europeu e não vai regressar. O próximo processo autárquico vai ser gerido à vontade por António Almeida Henriques que não precisava de pôr o seu fiel vice a controlar o partido, misturando um lugar eleito com um lugar partidário.
E é um erro porque o princípio que obrigou em 2013, e muito bem, o vereador Guilherme Almeida a abandonar a presidência da concelhia devia inibir agora a candidatura do vice-presidente da câmara à... exacta mesma concelhia.
Este primeiro mandato de António Almeida Henriques está a ser muito igual ao primeiro mandato de Fernando Ruas. Nos idos de 1990, Ruas passou os seus primeiros anos a demarcar-se da política do seu antecessor, Engrácia Carrilho. Agora, Henriques tem passado os seus primeiros anos a demarcar-se da política do seu antecessor, Fernando Ruas.
Este, que não começou com maioria absoluta, aproveitou para a alcançar no segundo mandato à custa do CDS. António Almeida Henriques vai também aproveitar o desapontamento do eleitorado do CDS.
É que, depois do absentismo e afonia do vereador Hélder Amaral, os centristas vão ter muitas dificuldades, mesmo que candidatem algum ex-membro das equipas do dr. Ruas.
Falta um ano e meio para as eleições autárquicas. No concelho de Viseu, há já alguns ardores nos aparelhos do PS e do PSD; no CDS, que também tem um vereador eleito, nada de nada.
Entre os socialistas, para já, vê-se gente próxima da distrital segurista de Borges e Ginestal a bombardear a concelhia costista de Adelaide Modesto. É o primeiro milho dos pardais.
No PSD, as coisas estão bem mais avançadas: António Almeida Henriques já anunciou a sua recandidatura à câmara de Viseu e a eleição da nova concelhia laranja, em 28 de Maio, conta com dois candidatos — Joaquim Seixas e Pedro Osório.
Esta candidatura de Joaquim Seixas, vice-presidente da câmara, é desnecessária e é um erro.
É desnecessária já que o dr. Ruas está bem no parlamento europeu e não vai regressar. O próximo processo autárquico vai ser gerido à vontade por António Almeida Henriques que não precisava de pôr o seu fiel vice a controlar o partido, misturando um lugar eleito com um lugar partidário.
E é um erro porque o princípio que obrigou em 2013, e muito bem, o vereador Guilherme Almeida a abandonar a presidência da concelhia devia inibir agora a candidatura do vice-presidente da câmara à... exacta mesma concelhia.
Este primeiro mandato de António Almeida Henriques está a ser muito igual ao primeiro mandato de Fernando Ruas. Nos idos de 1990, Ruas passou os seus primeiros anos a demarcar-se da política do seu antecessor, Engrácia Carrilho. Agora, Henriques tem passado os seus primeiros anos a demarcar-se da política do seu antecessor, Fernando Ruas.
Este, que não começou com maioria absoluta, aproveitou para a alcançar no segundo mandato à custa do CDS. António Almeida Henriques vai também aproveitar o desapontamento do eleitorado do CDS.
É que, depois do absentismo e afonia do vereador Hélder Amaral, os centristas vão ter muitas dificuldades, mesmo que candidatem algum ex-membro das equipas do dr. Ruas.


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