quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A Hipocrisia é repugnante* — um texto de JB

A Hipocrisia é repugnante.

A Hipocrisia é repugnante. A Hipocrisia na política é um vómito.

Manter o “estratagema do extraordinário (e a norma travão com retoques) na vinculação dos contratados aos quais se exigem 20 (VINTE!) anos se serviço, continuando as condições a ser mais do que discutíveis. A proposta do MEC para os concursos de 2017 já anda por aí (proposta-mec-concursos-2017) e a portaria anunciada tem alguma porcaria pelo meio, como aumentar o número de 6 para 8 horas para um docente não ficar em horário-zero.” — Paulo Guinote.
Palavras acertadas. Mudam as pessoas mas a linha condutora, o fio ideológico, o traço de atacar o professores é comum.

Editado a partir daqui
Um governo de “esquerda” ter a ousadia de apresentar um aumento para 8 horas para um docente não ficar em horário-zero? Inimaginável!
Um governo de “esquerda” amaciar a norma travão? Inimaginável!
Um governo de “esquerda” manter o execrável horário ao minuto? Inimaginável!
Um governo de “esquerda” não mexer na gestão, carreiras e… ...

In dreams… “Go to sleep, everything is alright”,  já cantava o Roy Orbison.






Honestamente a frase de Don Fabrizio, príncipe de Salina – “É preciso que alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma”, no romance de Giuseppe Tomasi di Lampedusa – “O Leopardo”, tem sido muito ajustada para caracterizar o sistema educativo, na última década.

Os professores não mereciam continuar a receber humilhações, disparates e parvoíces. É triste, redutor e cansativo. E pouco sério.
Não mereciam!
JB

1 comentário:

  1. Só quem vivo o quotidiano estagnado e bolorento das escolas compreende o texto de JB. A vergonha das licenciaturas é o espelho de uma pseudo classe política tacanha e de província, e quando as esquerdas se deixam aprisionar nos quadros mentais da direita, só conseguem pensar o futuro como desespero. "Nestes tempos de miséria ideológica, é muito importante que alguém se dê ao trabalho de resistir." Palavras sábias de José Pacheco Pereira ontem na apresentação do livro de Luaty Beirão em Lisboa. Muito havia para dizer, mas ainda tem que haver uma réstia de esperança que o cenário possa mudar.

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