Oxalá*
* Texto publicado no Jornal do Centro há exactamente dez anos, em 19 de Agosto de 2016
1. Em 19 de Agosto de 2003, faz hoje exactamente 13 anos, um camião-bomba destruiu o quartel-general das Nações Unidas em Bagdade, causando vinte e três mortos, entre eles o chefe da missão de paz, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.
Dez dias depois, segundo golpe no triunfalismo do sr. George W. Bush: um carro-bomba atingiu a mesquita do aiatola Mohammed Bakir al-Haqim, líder espiritual xiita e defensor de um Iraque democrático. Morreu o clérigo e mais 124 fiéis.
Ninguém no ocidente percebeu o que se estava a passar. Estes dois ataques suicidas foram atribuídos a gente leal a Saddam Hussein que, nesta altura, já estava confinado a um buraco.
O ocidente não percebeu, mas, como explica Loretta Napoleoni, no seu livro “A Fénix Isâmica, O Estado Islâmico e a Reconfiguração do Médio Oriente”, o movimento jiadista percebeu o recado: havia dois alvos a flagelar — o ocidente e os xiitas. Abu al-Zarqawi era o autor desta estratégia que desagradava a Osama bin Laden cuja mãe era xiita.
O carro-bomba de 29 de Agosto, por curiosidade, foi guiado por Yassim Jarrad, pai da segunda mulher de al-Zarqawi. Nos dois anos seguintes, o líder jiadista foi aumentando a sua capacidade militar e, em 2006, já ocupava largo território em volta de Bagdade, obrigando a uma mobilização de 130 mil tropas norte-americanas para a reconquista do “chamado «triângulo da morte» a sul da capital”. Em 8 de Junho de 2006, al-Zarqawi foi abatido pelos americanos que tinham a sua cabeça com um prémio igual à de Osama: 25 milhões de dólares.
O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, tem procurado continuar a “obra” de al-Zarkawi. Aproveitou o caos no Iraque e na Síria para dar território à jiade sunita. O seu “califado” parece estar a encolher agora. Oxalá.
2. No segundo trimestre, a CGD perdeu 1,4 mil milhões de euros de depósitos.
É o que dá a conversa mal parida sobre imparidades e buracos no banco público e meses atrás de meses sem nenhuma decisão.
1. Em 19 de Agosto de 2003, faz hoje exactamente 13 anos, um camião-bomba destruiu o quartel-general das Nações Unidas em Bagdade, causando vinte e três mortos, entre eles o chefe da missão de paz, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.
Dez dias depois, segundo golpe no triunfalismo do sr. George W. Bush: um carro-bomba atingiu a mesquita do aiatola Mohammed Bakir al-Haqim, líder espiritual xiita e defensor de um Iraque democrático. Morreu o clérigo e mais 124 fiéis.
Ninguém no ocidente percebeu o que se estava a passar. Estes dois ataques suicidas foram atribuídos a gente leal a Saddam Hussein que, nesta altura, já estava confinado a um buraco.
O ocidente não percebeu, mas, como explica Loretta Napoleoni, no seu livro “A Fénix Isâmica, O Estado Islâmico e a Reconfiguração do Médio Oriente”, o movimento jiadista percebeu o recado: havia dois alvos a flagelar — o ocidente e os xiitas. Abu al-Zarqawi era o autor desta estratégia que desagradava a Osama bin Laden cuja mãe era xiita.
O carro-bomba de 29 de Agosto, por curiosidade, foi guiado por Yassim Jarrad, pai da segunda mulher de al-Zarqawi. Nos dois anos seguintes, o líder jiadista foi aumentando a sua capacidade militar e, em 2006, já ocupava largo território em volta de Bagdade, obrigando a uma mobilização de 130 mil tropas norte-americanas para a reconquista do “chamado «triângulo da morte» a sul da capital”. Em 8 de Junho de 2006, al-Zarqawi foi abatido pelos americanos que tinham a sua cabeça com um prémio igual à de Osama: 25 milhões de dólares.
O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, tem procurado continuar a “obra” de al-Zarkawi. Aproveitou o caos no Iraque e na Síria para dar território à jiade sunita. O seu “califado” parece estar a encolher agora. Oxalá.
2. No segundo trimestre, a CGD perdeu 1,4 mil milhões de euros de depósitos.
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A secar
Fotografia Olho de Gato
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É o que dá a conversa mal parida sobre imparidades e buracos no banco público e meses atrás de meses sem nenhuma decisão.


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