O corpo místico de Sampaio da Nóvoa*
* Este texto pode e deve ser lido na sua integralidade aqui, no blogue Vias de Facto, um dos poucos blogues de esquerda não paroquial
Fotografia daqui |
"(...) o ex-reitor é, até ao momento, o campeão dos "afectos": propõe-se "proteger" os que espera ver dispostos a serem seus protegidos e, para esse efeito, não recua perante a transubstanciação e faz-se anunciar — por exemplo, no clip que serve de exergo a este post — como corpo místico de "todos nós" — ou faz com que o "todos nós" se transubstancie no corpo místico de Sampaio da Nóvoa."
Miguel Serras Pereira
(..)
ResponderEliminarI need a crowd of people, but I can't face them day to day
I need a crowd of people, but I can't face them day to day
Though my problems are meaningless, that don't make them go away
I need a crowd of people, but I can't face them day to da
(…)
Neil Young - On The Beach
Não é preciso inventar a roda…Ou estarmos diariamente a levantar as eternas questões: De onde viemos? Para onde vamos ? O que podemos fazer ? Que é o Homem?
Os "programas" utópicos não se destinam essencialmente a tornar possível uma mudança efectiva da História. Servem sobretudo para criar a "ilusão" de que não existem obstáculos invencíveis à megalomania do desejo. Não é por acaso que nunca se sabe nem o lugar nem a hora da realização desses mundos irrigados pela paz e pela abundância.
O próprio "admirável mundo novo" (A. Huxley) tornou-se obsoleto. A irrestrita "vontade de poder" (Nietzsche) é o único dono da vida e da morte. Desistiu-se da interrogação kantiana: "O que é o homem?" O ser humano já não se considera a si próprio como um "fim". Tornou-se um puro "meio" pronto a sacrificar-se na tirania dos objectos que constrói.
«Sonho que sou um cavaleiro andante / Por desertos, por sóis, por noite escura. / Paladino do amor, busco anelante / O palácio encantado da Ventura!» - Antero de Quental
Desculpem a rudeza: já dei para estes misticismos transcendentais, etc e tal…