sábado, 13 de dezembro de 2014

Desinferno II

Fotografia de Ed van der Elsken



Caísse a montanha e do oiro o brilho
O meigo jardim abolisse a flor
A mãe desmoesse as carnes do filho
Por botão de vídeo se fizesse amor


O livro morresse, a obra parasse
Soasse a granizo o que era alegria
A porta do ar se calafetasse
Que eu de amor apenas ressuscitaria
Luísa Neto Jorge



Sem comentários:

Enviar um comentário