sábado, 30 de novembro de 2013

Variação #2 em Dó Maior de O Jardim, ou, para simplificar — TACHOS



O compositor e maestro Miguel Fernandes escreveu, na sua A Tribuna de Viseu, a variação #1 em Dó Maior de O Jardim, a minha última crónica no Jornal do Centro que sintetiza o que António Almeida Henriques fez na câmara de Viseu no primeiro mês. 

Miguel Fernandes faz a seguinte errata ao meu texto: "Warnam nihadan é o que Jorge Sobrado fez no primeiro mês de mandato".


Não compro esta errata, caro Miguel Fernandes, pela simples razão: o assunto Jorge Sobrado — que imagino deve ser algum membro do staff do novo presidente da câmara de Viseu — é assunto chão, é assunto não muito interessante, é assunto usual em todo o lado nos princípios de mandato.


Isso mesmo, meu caro, foi o designativo muito castiço, muito popular, muito joana-vasconcelos, de tachos. 

Os políticos ganham eleições e rodeiam-se de gente de sua confiança para tocarem as coisas para frente.  Para isso, fazem nomeações políticas para os seus gabinetes, nos termos da lei.

Esses "termos da lei" permitem retribuições generosas que fazem arrepelar os cabelos e as barbas honradas da "oposição", "oposição" que, se fosse "situação", faria exactamente o mesmo — os mesmos tachos mas para os seus sobrados.

Esta conversa costuma ser feita a descompasso e costuma ter algum eco nos jornais paroquiais.

Depois de a coisa se estranhar, ela entranha-se, e segue-o-baile a compasso nos sobrados luzidios dos salões nobres.

Há coisas mais dissolventes e malsãs para as organizações. Ficarão para a variação #4 em Dó Maior de O Jardim, se o Miguel avançar com a #3.

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