Panos, música electrónica, bumerangues*
* Hoje no Jornal do Centro aqui
1. Pelo que se tem visto, enquanto as direitas se incomodam com a burca e o niqab, as esquerdas acomodam-se. A mim, que sou de esquerda, isso incomoda-me.
Defendi aqui a proibição das ditas em Março de 2016, num texto que fez doer o meu espírito libertário. Foi a única vez que defendi a proibição do que quer que fosse. Não mudei de opinião. Por duas razões, ambas poderosas, bastava uma só delas para justificar a erradicação daqueles panos bárbaros:
— no espaço público, as caras devem estar à mostra por razões de segurança;
— a burca e o niqab são duas abominações, zombificam as mulheres, são dois signos da vontade única e exclusiva e absoluta do macho e a submissão e anulação completa da mulher.
Por essa “Europa” fora, perante a cobardia e a cumplicidade cada vez mais descarada das esquerdas radicais com os islamistas, está a haver uma transferência maciça do voto LGBT para as direitas radicais. Se essa deserção moral continuar, o mesmo vai acontecer, inevitavelmente, com o voto feminino.
Explica-se no filme que “Sirât” é uma palavra árabe que designa a ponte que une o inferno ao paraíso, embora toda a história se passe no sentido contrário: os protagonistas começam numa rave em Marrocos, onde dançam cheios de felicidade até serem interrompidos pela tropa e obrigados a meterem-se deserto fora, em viaturas tipo Mad Max, a terem de transar combustível com beduínos para poderem continuar. Todo aquele caminho, todo aquele “off the road”, não chega a nenhum paraíso mas sim ao inferno: a um campo minado algures na Mauritânia.
O filme fez 300 mil espectadores em Espanha. Nada mau. Por cá, passou esta semana, numa sala bem composta, no Cine Clube de Viseu.
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| Imagem ChatGPT |
Alegadamente organizado por israelitas, aquele “encontro de música psytrance”, programado para as montanhas mágicas de S. Pedro Sul, foi implodido por hordas e alcateias mobilizadas nas redes sociais. Conseguiram-no e celebraram-no.


Não celebrámos, o problema é que a organização, tal como no Boom, era de um israelita e era para lá que ia o monney. há muitas, ontem fui ao Alentejo ver mais uma, associações que são donas de empresas, que lideram a finança. a associação fica com as benesses públicas, a empresa com o monney - aliás o Página 1 já dissecou bem os milhões do Boom e para onde eles vão, curiosamente o mesmo destino que queriam para Manhouce.
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