sábado, 25 de julho de 2015

E a liberdade?

Fotografia de Robert Doisneau





E a liberdade? Que pergunta! Não vossa, a pergunta, mas minha. Que a minha liberdade sou eu, e custo-me a sustentar. Entretanto, chegam-me notícias de que é necessário sustentar a liberdade alheia. Mas que faz o alheio, que não faz pelo seu próprio sustento?
Suspeito estar a escrever este pouco para o pouco de mim que ainda se escreve. Se alguém, por coincidência, tocar na minha mão, será decerto porque a noite é populosa. Havendo uma luz, num lugar qualquer, poderemos talvez ter rostos panorâmicos. Coisas do imaginário, onde nos perdemos e achamos.
Esta revolução, módica, tem o preço da vida. E não há outras: nem revolução, nem vida. Nem outro preço. Nem outro teatro do merecimento.
Herberto Helder





3 comentários:

  1. Boas, Alex.
    Há muito tempo que ando para te pedir para me incluíres na lista de blogues.
    Aproveito para te incentivar a continuares nesse teu tom tão característico e que faz a diferença entre nós!
    Desde já agradeço.
    Atentoviseu.

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  2. Liberdade de "respeitar" o resultado do voto popular....

    “Nota importante: nem um, nem uma deputada do PSD ou do CDS votaram contra o fascismo anti-mulheres. As do costume, ou saíram da sala, ou anunciaram uma declaração de voto. Eis a cobardia .
    O último dia da legislatura foi escolhido para tutelar compulsivamente as mulheres, contra todas as audições realizadas. Que ninguém se esqueça . O único caso na ordem jurídica de consultas obrigatórias aplica-se agora às mulheres. Esta é a direita que vai a eleições . Não esquecer.” – Texto de Isabel Moreira.
    Subscrevo.

    É esta a herança do PSD e do CDS.

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