segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

caravana solitária

Fotografia de André Kertész

duas flores desiguais: o amor e o desamor. entre a pétala e a sépala floresce
um cosmos. do nascimento à morte o mistério jaz. de um limite ao outro o
extremo se perfaz. há gente que mata como quem vive. há outros que imitam
um serial killer.

de tudo sobra quase nada. gota de orvalho na manhã do Saara.

os cães já não me seguem. os lugares todos me desertam. vivo pisando no
chão dos nefelibatas. toda a vida é um acontecimento sinistro. o segredo da
noite recolhe meus cacos. uma flor oferece seu pistilo. eu sigo acariciando
meu destino.
Edson Cruz

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