Hoy todo lo que escriba será un plagio del anónimo verso endecasílabo que tu aliento derrama por mi espalda para borrarme el nombre y la conciencia, las edades, las culpas y los miedos, el pasado evidente y el futuro que no quiero soñar por si se rompe. Sólo soy este instante adormecido en el cálido abrazo del presente.
The carnival is over. The high tents, the palaces of light, are folded flat and trucked away. A three-time loser yanks the Wheel of Fortune off the wall. Mice pick through the garbage by the popcorn stand. A drunken giant falls asleep beside the juggler, and the Dog-Faced Boy sneaks off to join the Serpent Lady for the night. Wind sweeps ticket stubs along the walk. The Dead Man loads his coffin on a truck. Off in a trailer by the parking lot the radio predicts tomorrow's weather while a clown stares in a dressing mirror, takes out a box, and peels away his face.
* Hoje no Jornal do Centro 1. Já foram recuperadas e entregues aos donos quase todas as casas ardidas em Outubro de 2017. Na região, felizmente, não houve nada parecido com Pedrógão. Os nossos autarcas merecem aplauso. A paisagem também está a recuperar. Já quase não há negro nos montes ardidos. Quem dera que se tratasse agora da eclosão espontânea de eucaliptos, essa bomba-relógio a espalhar-se com força nos concelhos do sul do distrito. 2.Tratei aqui do familismo na política há mais de um ano, ainda não se conhecia, nem de perto nem de longe, a dimensão da endogamia que vai na cúpula socialista. A tese que defendi então foi a seguinte: a bancarrota socrática, ao ter-nos levado as grandes empresas (a banca, a PT, a EDP, os CTT, ...) onde os nossos políticos costumavam prantar os familiares sem dar muito nas vistas, obriga-os agora a pôr os parentes em lugares de mais escrutínio. Como estão mais visíveis, os media repararam e os parentes caíram na lama. Ainda há um ou outro comentador mais geringoncista e um ou outro aparelhista mais canino que refere a putativa “competência” especial desta fauna, mas vozes de burro não chegam ao céu. Quem dera que todo este escrutínio resulte em listas menos nepóticas nas próximas legislativas. 3. Os “técnicos” de som das festas, em vez de confinarem a música aos recintos, abrem de tal maneira as goelas aos equipamentos que estes são ouvidos quilómetros e quilómetros em redor. Este costume bárbaro é particularmente nefasto no Verão porque as pessoas precisam de ter as janelas abertas para refrescarem as casas e, com o barulho, não conseguem descansar.
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos. Nem tão longe e nem tão perto. Na medida mais precisa que eu puder. Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida, Da maneira mais discreta que eu souber. Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar. Sem forçar tua vontade. Sem falar, quando for hora de calar. E sem calar, quando for hora de falar. Nem ausente, nem presente por demais. Simplesmente, calmamente, ser-te paz. É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender! E por isso eu te suplico paciência. Vou encher este teu rosto de lembranças, Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
* Publicado no Jornal do Centro há exactamente dez anos, em 3 de Abril de 2009 1. Os anos de capital abundante e acessível já lá vão. Os bancos centrais estão a tipografar doses maciças de liquidez mas o dinheiro não chega às famílias nem às empresas. O motor da economia mundial gripou. Desde Fevereiro de 2006, o think tank europeu LEAP/Europe2020, nos seus trabalhos de prospectiva, descreve a economia mundial a caminho de uma “crise sistémica global”. Os seus boletins mensais têm acertado no essencial, o que significa que os políticos — que têm acesso a todo o tipo de informação privilegiada — andaram anos a dormir na forma. Em 24 de Março, o LEAP escreveu uma carta aberta dirigida aos líderes mundiais presentes na cimeira dos G20, em Londres. Nessa carta aberta, facilmente encontrável na internet, os líderes mundiais são colocados perante a seguinte escolha: ou resolvem de uma forma concertada “uma crise de 3 a 5 anos” ou não evitamos “uma longa crise de pelo menos uma década “. É que isto está mesmo bravo! O LEAP dá três conselhos aos G20: i) Criação de uma nova divisa internacional a partir de um cabaz das principais moedas mundiais; ii) Controle global do sistema bancário com eliminação dos “buracos negros” (offshóricos e não só…);
iii) Avaliação independente e rápida, o mais tardar até Julho deste ano, dos sistemas financeiros americano, britânico e suíço (os mais infectados). Esta é a primeira crise económica global. São precisas soluções globais. Uma política de “cada um por si” é a receita certa para o desastre. É de lembrar a velha ideia de Montesquieu: comércio entre os povos é igual a paz. O contrário já se sabe a que é igual. 2. Esta crónica tuíta em twitter.com/olhodegato. Com o lema de sempre: “Olhos e, se necessário, unhas”.
There's a great and a bloody fight 'round this whole world tonight And the battle, the bombs and shrapnel reign Hitler told the world around he would tear our union down But our union's gonna break them slavery chains Our union's gonna break them slavery chains I walked up on a mountain in the middle of the sky Could see every farm and every town I could see all the people in this whole wide world That's the union that'll tear the fascists down, down, down That's the union that'll tear the fascists down When I think of the men and the ships going down While the Russians fight on across the Don There's London in ruins and Paris in chains Good people, what are we waiting on? Good people, what are we waiting on? So, I thank the Soviets and the mighty Chinese vets The Allies the whole wide world around To the battling British, thanks, you can have ten million Yanks If it takes 'em to tear the fascists down, down, down If it takes 'em to tear the fascists down But when I think of the ships and the men going down And the Russians fight on across the Don There's London in ruins and Paris in chains Good people, what are we waiting on? Good people, what are we waiting on? So I thank the Soviets and the mighty Chinese vets The Allies the whole wide world around To the battling British, thanks, you can have ten million Yanks If it takes 'em to tear the fascists down, down, down If it takes 'em to tear the fascists down