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sábado, 16 de agosto de 2014

A RTP?!



A partir de uma fotografia de
Enric Vives-Rubio para o Público

António José Seguro apresentou esta semana o seu programa para as primárias de 28 de Setembro. 

É mais um documento solipsista do ainda líder socialista. 

Tudo naquelas sete páginas é eu, eu, eu...

É caso para perguntar: 
Seguro julga que o PS é ele, ele, ele...?


O eu, eu, eu de António José Seguro, no subcapítulo "condições de governabilidade", em que são definidas as condições para a participação socialista num eventual governo de coligação, escreve o seguinte:

«Excluem-se dos acordos de incidência governamental os partidos que defendam a destruição do Estado Social, a saída de Portugal da União Europeia e do Euro e que advoguem uma política de privatização de empresas públicas em sectores-chave para o país, como as águas, a CGD ou a RTP.»


Embora Seguro mude mais vezes de opinião do que de camisa — recorde-se o que ele dizia das primárias abertas até há dois meses — mesmo assim, parta-se do princípio do que o aqui está dito é para levar a sério e pergunte-se: será que as águas, a CGD e a RTP estão no mesmo plano político? Todos os três são mesmo "sectores-chave para os país"? 

Vejamos:
— A água é um bem de primeira necessidade, desperta um enorme apetite aos rentistas, que se querem apropriar desse bem comum. 
Nenhuma dúvida. Há que dizer: não à privatização das águas! 

— A CGD, depois do acontecido com o BPN e agora o BES, é um refúgio e uma segurança. É um porto de abrigo perante um negócio imprescindível mas que anda a ser feito com práticas delinquentes. Precisamos de uma CGD pública, que não seja um coito de boys e que seja gerida com prudência.
Nenhuma dúvida. Há que dizer: não à privatização da CGD! 

— Quanto à RTP importa perguntar: ela faz mais serviço público que a SIC ou a TVI? Em quê? O eu, eu, eu de António José Seguro já ouviu falar da net de banda larga e das centenas de canais no cabo?
A RTP é assim tão importante para o futuro do país que possa impedir a formação de um governo?

Pôr as águas, a CGD e a RTP no mesmo plano, é como uma família pôr no mesmo plano a casa, o carro e o leitor de CDs. O leitor de CDs toca, há lá por casa uns CDs maravilhosos, mas...

O eu, eu, eu de António José Seguro parece que não vive neste mundo: em Maio, enquanto o país andava focado nas políticas europeias, decidiu apresentar 80 compromissos para... o governo do país.

Pior: dos tais 80 compromissos, 32 aumentavam o défice, 44 talvez-sim-talvez-não, e só 4 o diminuíam.

Este tipo de propostas, logo a seguir ao trauma da bancarrota de 2011, são eleitoralmente tóxicas e um susto para o futuro. A classe média que nestes três anos foi tão fustigada não vota neste tipo de delírios.

O PS, com o eu, eu, eu de António José Seguro, repete em legislativas os 31% das europeias. Mais coisa menos coisa.

O eu, eu, eu de António José Seguro é candidato a vice-primeiro-ministro de Pedro Passos Coelho. E só.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O corpo ao manifesto


Caro Fernando, caro Miguel e caro Rui, quero dizer-vos que este gato saiu do sofá e, também ele, está pronto para dar o corpo ao manifesto, mas só neste post.


É que é interessante este episódio ocorrido durante a apresentação do orçamento participativo da câmara de Viseu, em que António Almeida Henriques sentiu necessidade de malhar nos "bloggers anónimos do sofá".


Em primeiro lugar comece-se por dimensionar o que aconteceu: o dito cujo orçamento participativo de setenta e cinco mil euros é um exemplo clássico de metapolítica, dá boa imprensa, cala as oposições, mas é só isso e mais nada do que isso.


Em segundo lugar lembre-se: há uma lei na política — quando sente que está sem adversários, um político tende a inventá-los.

E o presidente da câmara de Viseu tem razão em sentir que está sem adversários: 
— o orçamento municipal não teve votos contra;
— José Junqueiro e Hélder Amaral umas vezes vão às sessões de câmara, outras vezes arranjam uns "vereadores sobresselentes" em quem ninguém votou nem sabe o nome;


António Almeida Henriques, ao interpelar "bloggers anónimos", o que, de facto, está a fazer é um apelo aos líderes eleitos da oposição: 
«José Junqueiro e Hélder Amaral, saiam lá do sofá e tratem de dar o corpo ao manifesto!»

segunda-feira, 26 de maio de 2014

MUDANÇA no PS

Depois de Francisco Assis, ridículo, ter chegado ao "cúmice do ápice" logo, logo, logo, às 20 horas...
Às 20H17 já dava para perceber o filme socialista na noite eleitoral


... resta esperar que desta vez — ao contrário do que aconteceu em Janeiro de 2013 — no PS não saia mais uma solução mole.

domingo, 30 de março de 2014

Bem-vindo, Quadratura da Sé!

Estava muita gente na apresentação do novo blogue de Viseu,
não consegui uma fotografia com os quatro,
mesmo para tirar esta incomodei as pessoas mais do que devia. 
(Fotografia Olho de Gato)

  
Gustavo Brás, José Pedro Gomes, Graça Canto Moniz e Rúben Fonseca podem e devem ser vistos e lidos no novo blogue de Viseu: Quadratura da Sé.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Figuras de 2013*

* As escolhas para figuras de 2013 não deviam ficar só para os leitores do blogue e foram também partilhadas hoje com os leitores do Jornal do Centro. Os textos na edição em papel têm algumas diferenças em relações aos textos no blogue.


Figura internacional do ano — Edward Snowden
Os estados em geral e os Estados Unidos em particular têm aproveitado o pretexto da “guerra contra o terrorismo” para calcarem o direito das pessoas à privacidade. O mundo só acordou verdadeiramente para este problema em 2013. Graças a Edward Snowden.


Figura nacional do ano — Anónimo de Belém 
Escolhi o conselheiro da presidência da república autor da estratégia que revogou a demissão “irrevogável” de Paulo Portas. Cavaco Silva, muito bem aconselhado, pôs o ónus da crise política de Julho nos partidos, crise que custou ao país 2,3 mil milhões de euros. Pelo menos até à troika se ir embora, vai haver juízo.

Figura local do ano — Abel Encarnação
Abel Encarnação foi o 28º nome da lista socialista à freguesia de Viseu, muito longe dos lugares elegíveis. Contudo, se formos ao Google e pesquisarmos Abel Encarnação e António Almeida Henriques, o primeiro obtém bem mais do triplo dos resultados do presidente da câmara. É um sinal destes tempos de comunicação viral e redes sociais.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

As figuras de 2013 — escolha Olho de Gato

Figura internacional do ano — Edward Snowden
Só homens como ele poderão evitar a destruição dos estados liberais, onde, com o pretexto da "guerra contra o terrorismo" e usando sem freios nem escrutínio os avanços tecnológicos, os governos estão a destruir o direito das pessoas à privacidade.



Figura nacional do ano — Anónimo de Belém
Anónimo porque dificilmente será tornado público o nome do conselheiro de Belém que convenceu o presidente da república Cavaco Silva a revogar a demissão irrevogável de Paulo Portas com o mais importante discurso da sua carreira política.




Figura local do ano — Abel Encarnação 
A escolha do meu amigo Abel para figura local do ano é a ilustração do impacto da comunicação viral impulsionada pelo formigueiro das redes sociais. 
Para a decisão final, tinham ficado dois nomes. Uma pesquisa no Google acabou com as dúvidas:




sábado, 21 de setembro de 2013

LOL — dezanove actores e actrizes e duas galinhas à solta no palco e na plateia do Teatro Viriato

Hoje segundo e último dia no Teatro Viriato — detalhes aqui

O GRANDE SALÃO é o Facebook, é o rumor do Facebook, e o rumor do Facebook é likes, loladas, amorezes, jinhos-miga!, uma coelha, música, vou-te-desamigar!, a troika, os bêémes dos políticos, os Marretas, cenouras para o público (a minha devolvi-a à menina das chakras e da energia positiva), desbunda.

E des-bundas.



Os feicebuqueiros saem com um sorriso meio amarelo desta sátira ao reino do Zuckerberg.

Uma nota pessoal: acho que foi a primeira vez na vida que publiquei LOL e logo num título.

Like!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Cortar na casaca


Ó Fernando Figueiredo, lembra-te deste facto básico: o cortar na casaca pode ser bom  ou pode ser mau, pode ser boa publicidade pode ser má.

Depende de quem maneja a tesoura.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

"Não invente vote num Marta independente"

Uma coisa se pode dizer:  
a inspiração dos apoiantes de Carlos Marta funciona melhor em verso e a dar caneladas do que em politiquês.

Vinte e dois slogans tirados desta página do FB


Em politiquês:
1 — "A corrida não é contra pessoas! A maratona é pela concelho com a companhia de todos os viseenses!"

2 — "Para moralizar e normalizar a vida política viseense votamos Marta."

3 — "Com Carlos Marta Viseu é de todos, para todos, sem exclusões."

4 — "Com Carlos Marta, o que está bom vai continuar e o que está mal vai mudar."

5 — "Marta A VOZ que defende a região."


Em verso:
6 — "Com Marta a liderar Viseu só tem a ganhar!"

7 — "Com Carlos Marta Viseu será farta!"

8 — "Com Marta o betão, só com muita moderação."

9 — "Chega de pousio, queremos Marta no Rossio"

10 — "Menos política de funicular, mais vontade de trabalhar."

11 — "Do lavrador ao homem de gravata, todos votaremos Carlos Marta!"

12 — "Não invente vote num Marta independente."


Na economia e no desporto:
13 — "Marta para replicar a dinâmica industrial e cultural de Tondela."

14 — "Por uma verdadeira política de fomento industrial apoiamos Carlos Marta."

15 — "O Académico com Carlos Marta nunca mais será o mesmo! O Águas é também homem do Desporto!"

16 — "Com Marta Viseu joga na 1ª Liga"


Nas canelas do dr. Ruas:
17 — "Ruas é passado vamos agarrar o futuro com as duas mãos."

18 — "Rigor e transparência. Carlos Marta é assim! No primeiro dia começa a Auditoria!"

19 — "Depois de 24 anos perdidos queremos conquistar o futuro com Carlos Marta."


Nas canelas da concorrência:
20 — "A sondagem anda aí. Almeida Henriques, Américo e Cesário são as perguntas mas só Carlos Marta é a resposta certa!"

21 — "Nem Américo nem Junqueiro."

22 — "Quando Américo é o passado, Junqueiro nunca foi, Marta é o futuro."