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terça-feira, 13 de maio de 2014

Denunciar / prometer / acusar / pedir / comparar / dizer / acusar / acusar / acusar / silenciar / trincar / estilhaçar / amedrontar / protestar / negar


Fotografia daqui



Títulos de ontem e hoje — início da campanha eleitoral:

— Marinho e Pinto quer denunciar ilusões vendidas por alguns partidos

 Seguro volta a prometer baixar IVA da restauração

 Candidato da CDU acusa PS de desonestidade política

 Assis pede os votos da direita decente

 "Faz falta na Europa quem saiba distinguir um carvalho de uma cerejeira"

 Francisco Assis diz que o Governo «tem medo do povo»

 Paulo Rangel acusa o PS de desvirtuar o processo eleitoral

 Francisco Assis acusa PSD e CDS de desrespeitarem a democracia

 CDU acusa maioria de se servir do Governo para influenciar debate eleitoral

 Nuno Melo diz que a Comissão Nacional de Eleições devia estar em silêncio

 Rangel anda a «trincar» as calças de Assis, diz José Junqueiro

 PS acusa Governo de "estilhaçar" contratação coletiva

 Assis acusa Governo de ter medo do povo e recorrer à "obscenidade"

 CDU protesta junto da CNE por conselho de ministros durante a campanha

 Governo nega "oportunidade política" no caso da reunião do dia 17

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O boyismo *


* Publicado hoje no Jornal do Centro




 Ninguém se admirará muito se o governo de Pedro Passos Coelho acelerar em Agosto as nomeações dos boys laranjas e centristas.

É que o boyismo é uma das imagens de marca da terceira república.

Quem criou este monstro clientelar foi o professor Cavaco. Guterres ainda bradou: «no jobs for the boys!» Em vão. Isso só serviu para, a partir de então, se passar a chamar boys aos boys.
     
Infelizmente, com o pretexto de que a máquina administrativa herdada do salazarismo era lenta e ineficaz, foi sendo feito um segundo aparelho de estado ao lado do que já existia. Tem sido um festim de novos institutos, fundações, autoridades, empresas municipais, épês, épêés, entidades várias e de variegadas configurações jurídicas.
     
O estado tem recebido sucessivas camadas de boys e girls incompetentes e essa é uma das causas de uma boa parte dos nossos actuais sarilhos. Como é óbvio, o boyismo é mau para o estado. Tenha-se esperança, mesmo que moderada, que os "remédios” da Troika façam alguma lipoaspiração à boyiada.

Mas o boyismo é também mau para os partidos e isso é muito menos óbvio. Como os partidos têm muitos empregos para dar, eles foram deixando de ser sítios para tratar de política para passarem a ser agências de emprego.
     
Esses empregos são dados não por mérito mas por acto de vontade discricionário do chefe que, quanto mais medíocre é, mais tende a promover os lambe-botas.
     
Isso foi matando, aos poucos, a alma dos partidos. Agora, nem para as juventudes partidárias se pode olhar com esperança: os jotas foram clonados com um conformismo ainda maior que o dos séniores.
     
Ora, se este boyismo não for interrompido, das duas três: (i) ou se arranjam outros partidos, (ii) ou se inicia uma quarta república (presidencialista), (iii) ou as duas coisas.