quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A rábula do dentro e do fora*

* O texto que se segue foi escrito em comentário no Facebook há exactamente dois anos a que acrescentei agora o terceiro parágrafo; aplica-se por inteiro ao PS no concelho de Viseu (onde sou militante com as cotas em dia) e ao Sporting (de que sou só simpatizante sofredor)



Imagem achada no FB de que se perdeu a autoria

Há uma esquizofrenia nos aparelhos cada vez menos operativa — a rábula do "cá dentro" e do "lá fora".

Esta rábula é cada vez menos operativa porque começa a faltar paciência às pessoas menos próximas dos rebanhos.

Essa rábula é típica dos partidos mas não só: vejam-se os muros que o autoritário e incompetente Bruno de Carvalho está a tentar criar entre um "dentro" e um "fora" do Sporting.

As "famiglias" que controlam os aparelhos levantam esse bisnau — dizem "lá dentro" que se deve falar "cá dentro" (expressão típica de aparelho) mas nunca se deve falar "lá fora" (expressão típica de aparelho).

E ostracizam quem fala "lá fora" (quer tenha ou não avisado "lá dentro"). E odeiam e invejam quem tem voz "lá fora".

Normalmente as "famiglias" já nem tentam falar "lá fora" onde ninguém os ouve.

Esta esquizofrenia serve, acima de tudo, para quê?

Resposta simples: para evitar escrutínio "lá dentro", qualquer que seja a merda feita "lá dentro".

As coisas nunca se consertam "lá dentro", embora haja, depois, um concerto afinadinho "cá fora" para desvalorizar ou disfarçar a malcheirosice "lá dentro".

Então, cheirando mal "lá dentro" e não sendo possível abrir as janelas para o "lá fora" arejar o "cá dentro", como ficam as coisas?

Ficam a cheirar mal, claro, mas na paz, com as "famiglias" a mandar e as ovelhas mais microcéfalas e desprovidos de pituitária a balirem todas contentes. A elas toda a merda lhes cheira bem.

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