quinta-feira, 29 de junho de 2017

Quando erro

Pintura de Jenny Morgan 


Quando erro — e tenho errado
muito — pergunto sempre: Poderia eu ter errado melhor?
José Rodrigues Miguéis


1 comentário:

  1. Obrigado, sr Gato por recordar um grande mestre da língua portuguesa.

    Hoje, não está na “moda” a obra de Miguéis.
    Sim, há autores de moda! Por delicadeza não vou enumerar nomes, mas há um escritores que tem sempre um bom “colinho” na imprensa especializada. Basta acompanhar o “JL” e ver a protecção que é dada a alguns e o menosprezo/esquecimento com que outros são tratados.

    José Rodrigues Miguéis tem o “estigma” de ter pertencido ao grupo da Seara Nova e, provavelmente, ter sido militante do Partido Comunista. Em conflito com o Estado Novo parte, em 1935, para o exílio (EUA) e regressa, pontualmente, a Portugal.
    Por exemplo, “Páscoa feliz”, “Léah e outras histórias”, “Um homem sorri à morte com meia cara” ou “A escola do paraíso” (absolutamente fantástico) são livros que povoam a minha biblioteca básica. Visitar um alfarrabista para procurar obras de JRM é um gosto. Também existe um documentário, feito por Diana Andringa (RTP), intitulado “José Rodrigues Miguéis - Um Homem do Povo na História da República” que recomendo.

    Ler e recordar José Rodrigues Miguéis é não confundir um dos melhores zeladores da língua portuguesa com a terra rasa e estéril que por aí se vende como se fosse literatura.

    Obrigado, sr Gato.


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