sábado, 7 de janeiro de 2017

PS/Viseu, um desânimo* — por JB

* Comentário de JB ao texto de ontem no Jornal do Centro 


É impossível discutir seja o que for. 
Se se tem razão ou não tem. É totalmente indiferente. 
Ou se aceitam as regras do jogo ou se muda de vida e de lugar.
Jorge de Sena

Não vou falar da política partidária ou de como um partido quer ganhar ao outro, ter poder, mandar. Aqui, interessa-me a política enquanto questão eminentemente humana, a política no que ela tem de mais humano. O arrastar da ausência (estrutural) de um projecto político de conhecimento, em Viseu. E aqui um “pouco de banalidade leninista”: nunca resolveremos um problema se não o estudarmos e conhecermos.

No PS/Viseu continua a velha e óbvia ordem pré-estabelecida. Neste contexto, discutir a razão é inútil. A cada momento tropeçamos nesta inutilidade. A velha ordem política, o politicamente correcto, as velhas e novas ideias preconcebidas, tudo assenta numa estrutura que não se discute. As regras de um jogo não se discutem. Existem para isso mesmo. Rompê-las obriga a um desgastante e infrutífero esforço. As pessoas acabam por optar estar de fora. Ainda assim, admiro os que continuam a pugnar por uma mudança das regras do jogo, embora inutilmente, como mostra a sucessão de actos políticos falhados. Este é um texto de desânimo que se enquadra no quadro de pensamento político local e que assumo como um desinvestimento expressivo, gradual e que terminou no abandono da militância, da participação cívica e na construção de uma alternativa de dimensão organizativa.

Gif daqui

O PS/Viseu não tem, hoje, qualquer capacidade de mobilização própria fora de eleições, não agrega por mérito os sectores mais dinâmicos da sociedade, não produz ideias, nem políticas novas, está nas reuniões camarárias à espera da (hipotética) mudança do ciclo político e mesmo assim sem eficácia visível, apenas (violentamente) abstencionista…


Não apoio nenhum dos nomes que se falam, o que não me impede de participar no debate eleitoral como entender e com a liberdade que entender. Eu nunca deixei de ser “um socialista esquerdista”, as artroses é que já me limitam muito os movimentos… 

Quem fala que não se interessa por política está deixando de se interessar por sua própria vida. 
Monica Iozzi

Então, até breve!

JB

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