quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Neocons*

* Texto publicado no Jornal do Centro há exactamente dez anos, em 10 de Novembro de 2006


1. “Sweet Neocon” é uma canção dos Roling Stones com batida forte e palavras duras, do álbum “A Bigger Bang”, de 2005. 

Começa assim: 
Daqui


“Chamas-te a ti próprio um cristão
eu penso que és um hipócrita
dizes que és um patriota
penso que és um pote de merda. 




(…) Como te enganaste tanto,
meu doce neocon…” 




A voz de Mick Jagger canta, zangada e poderosa, contra os ideólogos da Guerra do Iraque, os tais “doces” neoconservadores que iam espalhar a democracia pelo Médio Oriente, num dominó virtuoso, a partir do Iraque.

Agora, eles, os neocons, estão todos zangados com George W. Bush. “O choque para mim foi que, apesar do presidente dizer as palavras, ele simplesmente não absorveu as ideias.” – lamenta-se David Frum, o autor do discurso em que Bush falou pela primeira vez do “eixo do mal”. Pode apreciar este azedume dos neocons em: www.vanityfair.com/politics/features/2006/12/neocons200612.

2. O Ministério das Obras Públicas encomendou um estudo para avaliar a introdução de portagens nas SCUTs. Li com atenção as conclusões. O documento diz que a A25 tem estradas alternativas aceitáveis. E que a Via do Infante não. Ups…

3. Tão certo como depois das primeiras chuvas outonais se dar a eclosão dos míscaros nos pinhais, também nesta altura do ano aparece sempre José Junqueiro a dizer-nos que o Orçamento de Estado é superlativo para Viseu quando o PS está no poder ou é apocalíptico quando o PS é oposição. Este ano, ano de versão optimista, o sempiterno líder distrital do PS-Viseu já veio com a rotina alfanumérica do costume.

Ora as pessoas sabem que se vivem anos difíceis de aperto orçamental e que esse aperto também afecta o distrito. Tentar deitar-lhes areia para os olhos não é bom. Irrita-as. Em vez de ajudar, só desajuda o governo.

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