sexta-feira, 15 de julho de 2016

De que vale a minha boa vida de playboy?



— Como se chama, minha jovem?
— Suzana.

— E esse moço aí?
— Rui Reininho.



1 comentário:

  1. De que vale a minha boa vida de playboy?

    Há mais dias que linguiças
    HENRIQUE MAGALHÃES

    (…)
    Como a primeira fase já voou nos cabelos de Junho é altura de celebrar. (…)
    A todos os professores que pertencem à máfia dos 0,4 que, impressionantemente, acham que se subirem uma décima o mundo vai acabar!
    E a todos os nossos colegas que nos perguntam a nota e antes de respondermos, já eles declamaram para toda a sala ouvir que tiveram mais.
    Agradeço-vos profundamente, como seria o meu desempenho escolar se não fossem vocês?
    (…)
    13/07/2016

    https://www.publico.pt/sociedade/noticia/ha-mais-dias-que-linguicas-1738222

    Tenho acompanhado com muito interesse as crónicas de HENRIQUE MAGALHÃES (concluiu o 12.º ano na Escola Secundária Rainha Dona Amélia, em Lisboa).

    Miúdo sagaz, inteligente e sem “freio nos dentes”…
    O texto de hoje é mortal!

    As duas frases que destaco atingem um sistema perverso de avaliação do ensino secundário e as relações “amigáveis” entre colegas de turma.
    Das coisas que mais custam é saber que há muito que desistimos de entender esta escola, este sistema educativo. Não acreditamos em nada do que ela representa.

    A ditadura dos centros de explicações; a paranoia das médias, dos rankings e do “número de entradas em medicina”, como sinónimos de “qualidade” (??!!), nada há de mais triste do que isso!

    Tudo aquilo que acreditámos poder ser uma escola de liberdade, conhecimento e curiosidade está hoje plasmado num sentido inverso.
    Continuamos a lamentar a perda de um imenso número de professores que abandonaram com profunda tristeza e injustiça, e que tanto ainda tinham para dar. Há um tempo para tudo, para acreditar e para ver que estamos a mais, porque não conseguimos mudar nada.
    A incapacidade de reflexão é de tal modo aguda que assusta, a incapacidade de compreensão é de tal modo forte que é devastadora perante a estupidificação de um sistema que promove a maldade: “E a todos os nossos colegas que nos perguntam a nota e antes de respondermos, já eles declamaram para toda a sala ouvir que tiveram mais.”

    E continuamos como se tal fosse a coisa correcta.
    Abraço.

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