quarta-feira, 16 de março de 2016

Sin palabras

Marilyn Monroe
Fotografia de Andre de Dienes (1946)


O silêncio

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,

e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.
Eugénio de Andrade







Rumor

Que rumor consegue ainda magoar-te,
deixar-te inquieto e só à volta das palavras?
Que rumor pode levar-te a escrever assim,
circunspecto e árido,
escassos versos?
Luís Filipe Castro Mendes


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