sábado, 2 de janeiro de 2016

Bebida

Fotografia de Emila Medková



bebo onde existe sede.
a mão arrefece com o peso da cabeça.
este silêncio resgata palavras
para além dos factos magros e esguios.

o meu sangue conhece o amor.
leio Östen Sjöstrand

lia Östen Sjöstrand há cinco minutos atrás.
alguém me chamou e tudo ficou diferente.
não digo que seja apenas este poema.
não é, claramente, apenas este poema.

bebo onde existe sede.
Sylvia Beirute


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