segunda-feira, 11 de maio de 2015

Há três anos, Seguro ainda não sabia mas não era difícil de adivinhar



Já os tiros no pé depois da remoção de Seguro não eram tão fáceis de adivinhar.

1 — António Costa, em vez de fazer um balanço do que correu bem e do que correu mal durante o autoritarismo negocista socrático, decidiu iniciar uma reabilitação de José Sócrates que, se não tivesse sido interrompida pela prisão do ex-primeiro-ministro, teria acabado com este candidato a Belém;  

2 — A seguir, António Costa desrespeitou o tradicional europeísmo do PS e colou-se à política de ressentimento nacionalista do Syriza. O líder do PS não percebeu que a estratégia tosca de Tsipras era tentar arrastar Portugal, Espanha e Itália para uma espécie de segunda liga da eurozona.

Enquanto a asneira 2 está agora a ser composta por António Costa com os "macroeconomistas", a asneira 1 já não tem conserto — depende da roda da justiça.

Há exactamente três anos, como escrevi no Facebook, era "certo" que Pedro Passos Coelho ia ter um sucessor. Agora, depois destas duas asneiras do líder socialista, as coisas não estão tão "trigo-limpo-farinha-Amparo".



Como dizia o outro, "é muito arriscado fazer previsões, especialmente sobre o futuro".

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