quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Carpe Diem

Fotografia de Arno Rafael Minkkinen




Não interrogues, não é lícito saber a mim ou a ti
que fim os deuses darão, Leucônoe. Nem tentes
os cálculos babilónicos. Antes aceitar o que for,
quer muitos invernos nos conceda Júpiter, quer este último
apenas, que ora despedaça o mar Tirreno contra as pedras
vulcânicas. Sábia, decanta os vinhos, e para um breve espaço de tempo
poda a esperança longa. Enquanto conversamos terá fugido despeitada
a hora: colhe o dia, minimamente crédula no porvir.
Horácio
Trad. Haroldo de Campos


1 comentário:

  1. António, vamos ter muito que falar!

    O Sr Cavaco afirmou : "Solidariedade" com a Grécia representa "milhões de euros tirados aos portugueses". E pensou o sr Silva: “E a minha reforma, carago?”.
    O Sr Silva devia ler “Eu Sou do Tamanho do que Vejo” - Alberto Caeiro. Não é do Tomás Moore, Mann ou outro qualquer….

    Na verdade, Sr Silva, podemos tirar o homem da aldeia (Boliqueime) mas não podemos tirar a aldeia (travessa do Possolo) do homem.
    Ora então um bom Carpe Diem, também para si e todos os seus!

    Não há lugar para solidariedades.
    Vai tudo à frente!
    Quem tem uma alma e não precisa dela, vende; quem não tem e quer ter, compra.

    Ia dizer algo mais mas perdi o vagar.
    Alguém sabe o que estamos a fazer aqui?


    ResponderEliminar