sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cinco poemas para a noite invariável (II)

Fotografia de Dominique Issermann



II

Em cada braço uma herança de horizonte

desde o naufrágio de um eco

em cada árvore

trago-me no sol

à hora dos contornos

no sol a voz

é mais difícil

o tempo mais ausente

trago um filho

que parte o caule às estrelas

é louco e sofre

e parte o caule às estrelas

Tragicamente o sol

põe luz nos braços

A morte é uma feira aberta em lua
Luiza Neto Jorge


Sem comentários:

Enviar um comentário