terça-feira, 20 de maio de 2014

Caro António José Seguro, vai fazer exactamente o quê nas portagens?

O "Contrato de Confiança", dado a conhecer pelo PS em 17 de Maio, tem 80 "compromissos", quase todos escritos naquela língua de trapo a que se costuma chamar "politiquês". 

No que se refere às auto-estradas, eis o quinquagésimo compromisso:

50. 
Reavaliação global de modo a introduzir equidade no pagamento da utilização das vias 
rodoviárias portajadas e coerência de acordo com o estímulo ao dinamismo económico e à criação do emprego.

Estas trinta palavras, em português, querem dizer o quê?

3 comentários:

  1. Paleio de político, vazio de conteúdo para enganar o povo.

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  2. Ponto um e único: estou completamente à vontade para escrever sobre o PS pois a minha divergência e afastamento decorre da construção de um Partido Socialista Socrático que traiu por completo as minhas expectativas e confiança.

    Seguro cometeu o erro crasso de não ter feito um post-mortem à governação de Sócrates, permitindo que o discurso da Direita ocupasse todo o espaço político. Seguro deveria ter assumido abertamente as críticas a Sócrates e dizer que o PS iria aprender com os erros do passado, mas não o fez.
    Uma avaliação do que correu bem e mal, aberta e frontal, teria sido muitíssimo bem vinda. Critico, e muito, a ausência de crítica aberta e sobretudo o silêncio total, que deixou e deixa sem qualquer contraditório as acusações constantes do governo e afins ao anterior governo. A atual direção do PS foi a principal responsável pela legitimação da narrativa do PSD e do CDS acerca da crise. Só recordo isto: não foi a União Europeia a incentivar uma resposta "despesista" à crise, tendo mudado depois de agulha e deixando à sua sorte quem ficou mais exposto aos mercados?

    Reconheço que há um problema europeu, de todos os partidos de tradição social-democrata na Europa, onde naturalmente o PS está incluído: a incapacidade dos partidos sociais-democratas oferecerem alternativas á direita. A social-democracia europeia esqueceu um bocado o social, mas esqueceu ainda mais a democracia….

    A abertura de Seguro a Assis é inconsequente e Seguro, nos momentos críticos e decisivos, cede sempre em mais um acordo com esta gente que nos governa.

    Misturar intenções de âmbito nacional, no decurso de uma campanha para a europeias é enganar a população e prometer «não aumentar a carga fiscal na próxima legislatura» é prometer a verdade?

    Terá o PS capacidade, liderança e ideias para defender os valores que apregoa?

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    1. Caro JB

      As organizações têm a sua filigrana — é da tradição que as rupturas com o passado são normalmente protagonizadas por sucessores ou delfins do ex-líder e nunca por um opositor do mesmo.

      Estes normalmente mantêm o status-quo.

      Acresce que Seguro nunca age politicamente, só reage, e assenta o seu poder no aparelho intermédio mais encardido e imobilista do PS.

      O autoritarismo negocista do PS socrático era mau, o PS pós-socrático mete dó.

      Enfim. Hão-de vir dias melhores.

      Abraço

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