quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Perguntas*

* Texto publicado no Jornal do Centro há exactamente 4 anos, em 6.2.2009
    
1. Em Novembro foi conhecida a intenção da câmara de Viseu de construir um Centro de Artes do Espectáculo (CAE) ao fundo da Avenida da Europa.
     
Passaram já três meses e não dei conta de nenhuma tomada de posição política sobre este assunto tão obviamente importante para o concelho e a região.
     
Politiquice tem-se visto muita. Até já se usa a polícia municipal como arma de arremesso. Infelizmente, sobre o futuro CAE, nada. É pena.
     
Façamos, então, algumas perguntas:
     
O CAE incorpora algum pensamento estratégico para Viseu? Quer fazer-se de Viseu uma cidade de eventos? A ideia é tornar Viseu uma cidade criativa?
     
Porquê o convite a um arquitecto e não o lançamento de um concurso de ideias? Foi feita alguma prospectiva de públicos futuros? Que projecto funcional e com que modularidade? Como se articula o CAE e o Teatro Viriato? Há alguma estimativa de custos?
Que fazer para que o fiasco do Pavilhão Multiusos não se repita no futuro Centro de Artes do Espectáculo de Viseu?



     
2. Na semana passada ninguém ligou nada à aprovação do orçamento rectificativo no parlamento que deitou ao rio todos os sacrifícios que fizemos nos últimos sete anos na luta contra o défice. Só se pensou e falou do caso Freeport.
     
O Olho de Gato também não vai fugir ao tema.
     
Factos: a mãe de José Sócrates vendeu uma casa em Cascais em 1998 e comprou um apartamento em Lisboa no mesmo ano. O licenciamento do Freeport foi em 2002.
     
Com estes factos, no último sábado, um jornal levantou suspeitas sobre a compra do apartamento da mãe de José Sócrates (recordo: comprado e pago quatro anos antes do licenciamento do outlet).
     
É isto jornalismo? Claro que não. Não se pode chamar jornalismo a uma pulhice.

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