domingo, 20 de janeiro de 2013

2013, o ano do colapso do dólar — previsão LEAP

* Excerto do boletim de Janeiro do Laboratório Europeu de Antecipação Política (Geab nº 71), numa tradução às três pancadas

     Os Estados Unidos acreditavam certamente que o resto do mundo teria interesse ad infinitum em manter a sua economia em respiração assistida mas é provável que agora já tenham percebido que tal não vai acontecer. 
     Os capítulos finais da crise norte-americana (grande crise política, paralisia decisional, quase queda no "precipício fiscal", perspectiva de suspensão de pagamentos em Março, e incapacidade sistemática de implementação da mais pequena solução estrutural) convenceram o resto do mundo  da iminência de um colapso, e todos os actores estão de alerta para, ao mínimo sinal de uma mudança, se safarem, conscientes que ao fazerem isso eles vão precipitar o colapso final.
     A nossa equipa considera que neste contexto de tensões extremas — tanto de políticas nacionais como de tensões financeiras internacionais — induzidas pela próxima subida do tecto da dívida estadunidense em Março de 2013, não vão faltar sinais para que desapareçam os últimos compradores de T-bonds, desaparecimento que o FED já não estará em condições de compensar, levando a uma subida da taxa de juros que propulsionará a dívida norte-americana para níveis astronómicos, retirando a esperança aos credores de alguma vez virem a ser pagos, fazendo com que estes atirem a toalha ao chão e deixem o dólar colapsar... um colapso do dólar a que irá corresponder, de facto, à primeira solução genuína, penosa certamente mas real, da dívida dos Estados Unidos.
     É por esta razão que a nossa equipa antecipa que 2013, o primeiro ano do Mundo-de-Amanhã, irá assistir a esta racionalização das contas dos Estados Unidos e do mundo. Todos os actores se encaminham para este passo cujas consequências são de previsão muito difícil mas trata-se de uma solução inevitável para a crise tendo em conta a incapacidade estrutural dos Estados Unidos de implementarem genuínas estratégias de redução da dívida.

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