quinta-feira, 15 de novembro de 2012

“Matar” o pai *

* Parte de um texto publicado no Jornal do Centro, em 7 de Novembro de 2008

Num evento 
recente do 
partido [socialista], António Borges 
fez o seguinte aviso à navegação: 
«Na política, 
como na vida, 
é feio “matar” o pai.»

 Esta referência directa a Sigmund Freud é fácil de perceber. 

O congresso distrital do PS, que vai 
decorrer depois de amanhã em Mangualde, representa a primeira etapa do pós-junqueirismo. 

     Perfilam-se, na grelha de partida para a sucessão, várias cópias de José Junqueiro que são muito piores que ele. Só sabem acartar-lhe a pasta. Não têm pensamento próprio. Fazem recados enquanto recheiam a agenda do telemóvel. Esperam o dia das partilhas e do testamento.
     Avisou-os António Borges: «É feio “matar” o pai.»
     É, de facto, feiíssimo.

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