segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cenografias

A sequência de imagens que se segue pode e deve ser usada para se pensar a cidade não em proclamações abstractas mas num caso em concreto.








Um aleijão visual — e não só visual deva-se dizer — foi intervencionado pela câmara de Viseu numa lógica minimal: aplanação e invisibilização do lixo, borrifação a branco das paredes.


O resultado visual, de facto, tornou impecável uma eventual tomada de vista por câmara da TVI em transmissão directa da Feira de S. Mateus.

A cenografia da cidade foi salvaguardada.
 
 Mas, debaixo daquela alvura, nada foi feito para resolver o aleijão.

Que dizer deste gato escondido com o rabo escondido?

A câmara terá feito bem ou terá feito mal, neste caso, ao se ter só preocupado com o "parecer" e não com o "ser"?

Nota: A etiqueta "o gato fotografadeiro" refere-se à última fotografia tirada ontem, dia de S. Martinho. As outras, sem indicação de data.

3 comentários:

  1. Concreto este casodas fotos?
    Em Viseu?
    Tão concreto como uma notificação camarária a um fulano por ter uns azevinhos à porta?
    Faz sentido!

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    1. Caro anónimo, este caso não fica muito longe da estátua do Viriato em Viseu, é um caso concreto.
      Essa dos azevinhos não percebi.
      Cumprimentos

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  2. Consta que alguem que tinha uns azevinhos à porta, ali mesmo onde costumam decorrer os jardins efémeros foi notificado para os tirar e multado, pelos mesmos que permitem essas imagens. Por isso digo que com a "Câmbra" que temos,faz todo o sentido.

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